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Review Huawei Watch GT 3 | Smartwatch tão limitado como bonito

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O Huawei Watch GT 3, smartwatch mais premium da marca chinesa até o momento, chegou ao Brasil para competir com os Amazfit e Samsung Galaxy Watch 4 em recursos de monitoramento e preço. Será que ele é bom? Testei o modelo por alguns dias e conto tudo neste review.

A versão do Huawei Watch GT 3 que recebemos para testes foi a maior, de 46 mm. Ela vem com uma tela AMOLED circular de 1,43 polegada, caixa construído em aço inoxidável e pulseira de fluorelastômero.

Nos próximos parágrafos, confira todos os pontos positivos e negativos do Huawei Watch GT e, caso se interesse por ele ao final desta análise, deixarei links de compra confiáveis. Vamos nessa?

Prós

  • Construção
  • Design
  • Tela
  • Bateria

Contras

  • Preço
  • Sistema
  • Loja de apps

Construção e design

A Huawei não costuma decepcionar na construção dos seus smartwatches, mas não há muitas novidades para destacar. O Watch GT 3 é muito parecido com o GT 2 e outros modelos: ele apresenta uma caixa de aço inoxidável aparentemente muito resistente, e seu tamanho de 46 mm é mais indicado para pessoas com pulsos mais largos.

Apesar do corpo avantajado, o smartwatch é surpreendentemente leve, pesando apenas 42,6 g (sem a alça) e 11 mm de espessura. No meu pulso, ele ficou bastante confortável, mas não como se você esquecesse que ele estivesse ali — afinal, a caixa de 46 mm é grande.

Caso você queira algo mais compacto, talvez a variante de 42 mm seja uma opção melhor, já que a caixa tem “apenas” 10,2 mm de espessura e cerca de 35 g sem a pulseira.

O Huawei Watch GT 3 na versão de 46 mm é bastante robusta, então considere o modelo de 42 mm se seu pulso for pequeno (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

A Huawei não informou qual é o grau de proteção do display do Watch GT 3. Portanto, eu não arriscaria deixá-lo em superfícies ásperas ou próximo a chaves e objetos pontiagudos. O fato das bordas serem ligeiramente curvas também pode piorar a situação caso ele caia no chão.

No entanto, como o foco do smartwatch é o público mais casual, vale destacar a resistência a mergulhos de até 50 metros de profundidade, fazendo com que ele possa ser seu aliado durante treinos de natação em piscinas ou praias.

No lado direito do relógio, há dois botões físicos: o de cima tem formato de coroa e funciona para navegar com mais facilidade ou ampliar a interface; já o de baixo pode ser configurado para acessar os treinos ou retornar à tela anterior.

Logo abaixo dos botões, na parte inferior do relógio, há duas saídas de som. É claro que não se pode esperar muito de um alto-falante tão limitado, porém a qualidade até que é boa e o som é alto.

O modelo que testamos é chamada de Active, o qual traz uma pulseira de fluorelastômero, um material emborrachado resistente a “ataques químicos”, como suor. Ou seja, teoricamente ela não deve irritar sua pele muito facilmente.

Pulseira de fluorelastômero irritou minha pele após três dias de uso (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

Eu disse “teoricamente” porque, no meu terceiro dia de teste, meu uso com o Huawei Watch GT 3 foi prejudicado por uma irritação no pulso logo abaixo da fivela, provavelmente consequência de umidade.

Minha pele é muito sensível a qualquer material, portanto pode não ser um problema específico do smartwatch da Huawei. Ainda assim, comento porque pode haver pessoas que passam por situações semelhantes à minha.

Se você quiser algo mais sofisticado, talvez valha olhar para a versão Classic, pois vem com uma pulseira de couro marrom, no caso do modelo de 46 mm, ou branco, no de 42 mm.

Tela

O Huawei Watch GT 3 é equipado com uma tela circular de 1,42 polegada com resolução de 466 por 466 pixels. Graças ao painel AMOLED, temos uma qualidade de imagem surpreendente, com ótima definição, cores extremamente vivas e ótima fidelidade de tons escuros.

O brilho máximo do display é muito agradável, e você consegue visualizar todas as informações do relógio mesmo sob luz do Sol. O Watch GT 3 também apresenta um sensor de luminosidade que se mostrou bastante preciso em ambientes noturnos, o que deve ajudar na hora de dormir.

Tela do Huawei Watch GT 3 é excelente em qualquer condição ou ambiente (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

Outro benefício do painel AMOLED é o recurso Always on Display (AOD), o qual exibe algumas informações básicas do relógio, como data e hora, com a tela “desligada”. A Huawei fornece algumas opções de mostradores AOD, mas elas são bem simples.

“O Huawei Watch GT 3 é um relógio muito bonito e resistente. A caixa é feita de aço inoxidável, enquanto a tela com vidro 3D passa uma boa sensação de elegância. A tela AMOLED é outro destaque, oferecendo cores vivas e brilho forte.”

— Diego Sousa

Configurações e desempenho

O Huawei Watch GT 3 não é tão limitado quanto uma fitness tracker, mas também não é um smartwatch completo por depender inteiramente de uma conexão com um smartphone.

Basicamente, você consegue baixar músicas no relógio, mas isso é limitado apenas para o Android — ou seja, usuários de iPhones não poderão usufruir desse recurso. Além disso, com cerca de 4 GB de espaço, não será possível adicionar muitas faixas.

Também é possível instalar aplicativos através da loja AppGallery para relógios. O único problema é que a plataforma ainda é bastante limitada e carece de opções de software, sem contar que você ainda precisará do smartphone para usá-los.

Durante o período em que testei o Huawei Watch GT 3, havia somente 34 aplicativos — e muitos deles pareciam bem suspeitos, diga-se. Entre os mais interessantes, dá para destacar o Hue Essentials, para controlar lâmpadas Philips Hue, e TickTick, um dos apps de tarefas mais famosos do mundo.

A Huawei afirma que o Watch GT 3 é equipado com sistema GNSS (navegação por satélite) de cinco bandas duplas, mas o que importa para nós, brasileiros, é somente o GPS. Na prática, o relógio deve conseguir oferecer uma maior precisão na localização e manter o sinal mais estável durante os treinos.

Nos meus testes, sim, o GPS integrado funcionou bem na maior parte do tempo. Você consegue visualizar toda a rota percorrida no aplicativo Saúde posteriormente e até um “rastreamento dinâmico”, mostrando todo caminho feito e os dados de monitoramento.

GPS integrado do dispositivo funcionou bem, porém demora muito para localizar (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

Entretanto, não posso dizer que ele foi 100% preciso na localização: andando por uma avenida movimentada na zona norte de São Paulo, algumas vezes o sinal demorava para me achar no mapa e me colocava em locais impossíveis de andar, dentro de estabelecimentos.

Como essa falha aconteceu somente umas duas vezes durante o período que testei o relógio, acredito que o saldo final continua positivo.

Outra função teoricamente interessante é a possibilidade de realizar chamadas Bluetooth utilizando tanto o microfone quanto o alto-falante integrados. No entanto, não vi muita utilidade nisso porque não suporta ligações pelo WhatsApp.

Uma das coisas que mais gostei no Huawei Watch GT 3 foram as respostas automáticas do WhatsApp. Quando você recebe uma notificação do mensageiro no relógio, é possível responder tanto com emoji como com algumas respostas prontas, como “OK”, “obrigado” e “não”.

“O relógio da Huawei é tão esperto quanto o Amazfit GTR 3 Pro por permitir baixar certos aplicativos, porém não dá para chamá-lo inteligente por ainda depender inteiramente de um smartphone para funcionar.”

— Diego Sousa

Recursos e acompanhamento físico

O Huawei Watch GT 3 é equipado com diversos sensores de monitoramento de saúde. O qual a chinesa mais destaca em suas comunicações é o de frequência cardíaca TruSeen 5.0 — resumidamente, ele deve oferecer um acompanhamento mais preciso mesmo em exercícios mais extenuantes.

Nos meus testes práticos, fazendo esteira ou bicicleta indoor, o sensor funcionou bem na maior parte do tempo, indicando com cerca precisão enquanto estava muito ofegante ou em repouso.

Infelizmente, não consegui compará-lo com um equipamento profissional para determinar a sua eficácia, mas notei resultados “condizentes” com o meu estado atual.

Ele também consegue monitorar os níveis de oxigenação no sangue (SpO2) devido à presença do oxímetro. Fazendo o monitoramento uma vez durante cinco dias, sempre ao acordar, os resultados sempre ficaram entre 95% e 97%, valores considerados normais.

Novamente, não posso dizer se os resultados são fiéis porque não consegui compará-lo com um oxímetro de dedo, mas, ainda assim, no caso de o registro ficar muito abaixo do normal, procure um médico.

O Huawei Watch GT 3 é equipado com monitoramento de frequência cardíaca, SpO2, sono e estresse (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

Outras funções disponíveis no Huawei Watch GT 3 incluem monitoramento de estresse e sono. O primeiro é bastante simples e não acho tão eficiente, já que ele apenas mede seus batimentos cardíacos enquanto faz algumas perguntas sobre a vida para te “testar”.

O de sono, por outro lado, é mais interessante porque realmente ajuda a regular o seu sono — caso queira, é claro. Nos meus testes, ele registrou com eficiência a quantidade de horas dormidas, além da duração de sono leve, profundo e REM.

Com relação aos modos de treino, o smartwatch da Huawei suporta mais de 100, incluindo os populares ciclismo, corrida e natação, até alguns incomuns, como pular corda.

As modalidades em ambientes externos fazem um bom trabalho se você tiver paciência para esperar o GPS integrado “pegar no tranco”. Os internos também são bons, embora você tenha que selecioná-los manualmente porque a detecção automática não funciona.

Um recurso de treino muito legal — e usaria mais vezes se tivesse mais tempo — é a possibilidade de ter um programa de treino específico de corrida conforme seus objetivos e perfil. Tudo é feito automaticamente pelo aplicativo Saúde e pode ser ajustado de acordo com seu rendimento.

Programa de treino específico de corrida do aplicativo Saúde (Imagem: Captura de tela/Diego Sousa/Canaltech)

Conectividade

Como eu comentei mais acima, para usar o Huawei Watch GT 3 é necessário instalar um aplicativo para celular, no caso o Huawei Health (aqui no Brasil se chama “Saúde”).

O grande problema é que o app simplesmente deixou de ser atualizado na Play Store devido às sanções que a marca chinesa sofreu dos EUA lá em 2019, ficando impedida de usar tecnologias norte-americanas. Ou seja, você até consegue baixar o Huawei Saúde por lá, mas não haverá suporte ao Watch GT 3.

Para solucionar isso, a Huawei disponibiliza um QR Code que leva diretamente à plataforma App Gallery — a Play Store dos dispositivos da chinesa — para instalar o app.

A questão é que, se você tiver um iPhone, certamente não conseguirá instalá-lo por padrão por conta das limitações do iOS, apenas no modo desenvolvedor — algo um pouco mais complicado de entrar se você for um usuário comum.

No Android, o procedimento é mais fácil. É só permitir que o aparelho instale programas diretamente do Google Chrome ou qualquer que seja seu navegador. O aplicativo é até bastante funcional. Logo de cara, você tem acesso a diversos blocos de monitoramento, como peso, coração, estresse e sono.

Interface do aplicativo Saúde (Imagem: Captura de tela/Diego Sousa/Canaltech)

Na aba “Dispositivo”, é possível acessar a App Gallery para baixar aplicativos, alterar o mostrador do relógio e baixar músicas, enquanto na “Eu” ficam todas as configurações de treino e notificações do dispositivo.

Bateria e carregamento

A Huawei promete até 14 dias de autonomia de bateria no modelo de 46 mm, contra até sete dias na versão de 42 mm. As condições de uso da chinesa são bem básicas e não refletem necessariamente o uso cotidiano de muitos usuários, acredito.

Nos meus testes, deixei o dispositivo com todos os recursos de monitoramento ligados, Always on Display habilitado e brilho automático. No sétimo dia, restavam cerca de 36% de carga, o que provavelmente não duraria até o décimo quarto dia.

Mesmo não cumprindo o prometido para o meu uso, gostei da autonomia do smartwatch da Huawei porque basicamente não me preocupei com a bateria dele por uma semana, o que já considero um ponto positivo.

O Huawei Watch GT 3 vem com já conhecido carregamento magnético que muitas pessoas criticam pela dificuldade de substituição caso aconteça algum problema. O adaptador carrega relativamente rápido se estiver conectado na tomada, mas a velocidade cai bastante se usar o USB do computador.

Vale mencionar que também é possível recarregar o smartwatch usando um pad de carregamento sem fio. Eu usei um dispositivo antigo da Samsung que tinha em casa e a velocidade de recarga foi até mais rápida que carregando pelo acessório original.

Concorrentes diretos

O grande concorrente do Huawei Watch GT 3 em recursos é o Amazfit GTR 3 Pro, o qual meu colega Bruno Bertozin analisou para o Canaltech.

Ambos se assemelham bastante em alguns departamentos, como a escolha do material da pulseira e a tela AMOLED de ótima qualidade. O Watch GT 3 difere na construção da caixa, já que apresenta aço inoxidável, contra metal do rival.

No geral, os dois também são bem parecidos nos quesitos monitoramento e interface, embora o relógio da Huawei permita instalar aplicativos mais úteis, diga-se — no Amazfit GTR 3 Pro, é possível baixar apenas ferramentas como lembrete de tomar água.

Caso você queira um relógio com bateria mais duradoura, a opção da Huawei chama mais atenção por chegar até 14 dias dependendo do seu uso — nos meus testes, durou cerca de sete dias. O modelo da Amazfit, por sua vez, durou somente quatro dias.

No preço, no entanto, os dois acabam devendo muito por custarem o equivalente ao Samsung Galaxy Watch 4, novo smartwatch da Samsung que oferece tudo de melhor, menos autonomia de bateria. Se ambos pudessem ser encontrados na abaixo de R$ 1.000, poderiam ser opções interessantes.

Vale a pena comprar o Huawei Watch GT 3?

O Huawei Watch GT 3 segue o legado do seu antecessor como um ótimo companheiro na hora do treino. Os recursos de monitoramento funcionam bem com o GPS, e realmente gostei do programa de treino de corrida que o aplicativo cria automaticamente com base nos seus objetivos.

Como relógio, também temos um produto muito competente. Ele é muito robusto e bonito, podendo ser usado tanto para atividades físicas como para uso casual. A tela AMOLED apresenta cores vivas e brilho ótimo para visualização em ambientes ensolarados.

Já a bateria, departamento na qual a Huawei destaca tanto nas suas comunicações, poderia ser melhor, já que as condições de uso para alcançar os 14 dias de autonomia prometidos são muito básicas. Ainda assim, sete dias estão de bom tamanho para mim.

O Huawei Watch GT 3 é um bom relógio, porém não vale o preço (Imagem: Ivo Meneghel Jr./Canaltech)

Agora, como smartwatch, o relógio deixa muito a desejar, principalmente se consideramos seu preço sugerido de R$ 1.899. A dificuldade de baixar o app Saúde no iPhone é um dos principais problemas por afastar muitos usuários do iOS que não usam o modo desenvolvedor do iOS.

No Android, o processo é menos complicado, mas saiba que você ainda terá um certo “trabalho” em ter que permitir que seu celular instale softwares pelo navegador, o que pode ser um pouco arriscado, já que também aceita a entrada de possíveis malwares.

Além disso, o sistema operacional HarmonyOS 2.1 ainda carece de aplicativos, fazendo com que ele seja muito mais limitado que modelos como Galaxy Watch 4, que permite baixar até o Spotify.

Basicamente, a autonomia de bateria é a única coisa em que relógio da Huawei se destaca em relação à opção da Samsung. Mas, mesmo assim, outras opções, como o próprio Amazfit GTR 3 e GTR 3, podem ser modelos tão bons quanto ele e ainda mais acessíveis.

No fim, acredito que o Huawei Watch GT 3 não valha o seu dinheiro agora, mas somente porque outros smartwatches conseguem entregar mais ou equivalente custando menos. Talvez, quando estiver na faixa dos R$ 1.000, ele se torne uma das melhores recomendações no segmento.

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Fonte Notícia

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