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Giorgio Parisi, o Nobel de física apaixonado por forró e Guimarães Rosa

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  • Lucas Ferraz
  • De Roma para a BBC News Brasil

Crédito, Francesca Maiolino

Legenda da foto,

Físico que estuda sistemas complexos e o caos atmosférico ganhou o prêmio em 2021 ao lado de outros dois cientistas. Interessado no Brasil, lamenta a situação da pandemia e o governo Bolsonaro

Nascido em Roma, o físico Giorgio Parisi é um típico professor universitário dos velhos tempos: cabelos desarrumados, a mesa um tanto caótica e uma genuína curiosidade no outro, sobretudo se o outro provém de uma cultura como a brasileira, país no qual tem imensa admiração por causa do forró, estilo que dança, e por escritores como João Guimarães Rosa.

Aos 73 anos, Parisi acaba de ganhar o prêmio Nobel de física ao lado de dois cientistas especializados no clima, o norte-americano de origem japonesa Syukuro Manabe, de 90 anos, e o alemão Klaus Hasselmann, de 89.

Além de uma medalha de ouro, a metade do prêmio de 986 mil euros — cerca de R$ 6,2 milhões — ficará com o italiano, enquanto o restante será dividido entre Manebe e Hasselmann.

“Jamais esperava ser premiado junto com dois climáticos. O Nobel mostra que física e clima são duas coisas diversas, mas que há qualquer relação entre os dois”, afirmou Parisi em entrevista em vídeo à BBC News Brasil. “O planeta Terra é um sistema complexo, talvez muito mais complexo do que conhecemos, exatamente por contemplar tudo dentro de si. Todo o desenvolvimento do mundo, os sistemas ecológicos, é um sistema complexo”.

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