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Os filhos do Estado Islâmico em campo de detenção na Síria: ‘Um desastre com o qual não conseguimos lidar’

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Crédito, Jewan Abdi

Legenda da foto,

O acampamento abriga cerca de 60 mil pessoas, incluindo 2,5 mil famílias de combatentes estrangeiros do Estado Islâmico

O acampamento de al-Hol é caótico, desesperador e perigoso.

É o lar de mulheres e filhos de combatentes estrangeiros do grupo extremista autodenonimado Estado Islâmico — uma cidade de tendas, famílias amontoadas, cercadas por guardas armados, torres de vigilância e cercas de arame farpado.

O extenso acampamento no deserto fica a quatro horas de carro de al-Malikyah, passando pela cidade de Qamishli, próximo à fronteira com a Turquia, no nordeste da Síria.

Lá dentro, as mulheres se vestem de preto e usam niqab — véu que cobre o rosto com uma abertura para os olhos, usado por algumas muçulmanas. Algumas são indiferentes, enquanto outras são abertamente hostis.

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