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COP26: ministro do Meio Ambiente se recusa a responder se vai retirar apoio a ‘combo do desmatamento’ no Congresso

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Crédito, REUTERS/Adriano Machado

Legenda da foto,

Três projetos de lei apoiados pelo governo Bolsonaro são vistos como retrocessos na política ambiental e vão na contramão de metas climáticas prometidas pelo Brasil em conferência do clima

O Brasil anunciou compromissos para zerar desmatamento ilegal e reduzir emissões durante as negociações da COP26, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas que ocorre em Glasgow, na Escócia.

Mas, em coletiva de imprensa nesta terça-feira (9/11), o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, se recusou a responder se o governo vai ou não retirar apoio a projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional vistos como “combo de desmatamento e poluição”.

Leite chegou na segunda a Glasgow para participar da última semana de reuniões da COP26. Ele foi perguntado pela BBC News Brasil se, como sinalização de que irá cumprir as metas prometidas, o governo vai retirar apoio aos projeto de lei 510/21, que regulariza invasões ilegais de terras ocorridas até 2011; ao PL 191/20, que autoriza mineração em terras indígenas; e ao PL 490/2007, do chamado “Marco Temporal”, que só permite demarcação de terras ocupadas por povos indígenas até 1988.

Esses três projetos são vistos por ambientalistas e indígenas como um combo que faria explodir desmatamentos e emissões.

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