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Brancos usam ‘humor’ e ‘amigo negro’ para perpetuar discriminação, diz autor de ‘Racismo Recreativo’

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  • Nathalia Passarinho – @npassarinho
  • Da BBC News Brasil em Londres

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Adilson José Moreira explica que o a piada racista é usada como ‘estratégia’ para difundir a imagem estereotipada do negro

Quando era criança nos anos 1980, Adilson José Moreira terminava o fim de semana angustiado.

Um dos únicos negros da escola, ele sabia que passaria a segunda-feira na escola ouvindo piadas racistas que os colegas reproduziam de programas de humor na TV, como Os Trapalhões, que era transmitido aos domingos na época. Mussum — personagem negro — era retratado como cachaceiro, malandro, preguiçoso.

“Essas crianças não vinham só contar piada, elas também não permitiam que eu participasse de qualquer atividade com elas. Nunca me convidavam para ir para a casa delas, não me escolhiam para trabalhos de grupo ou times de futebol”, diz Moreira, que é doutor em Direito Constitucional Comparado pela Universidade Harvard, nos Estados Unidos.

“O problema não é só a piada, é como o conteúdo da piada determina o tratamento das pessoas negras em todos os contextos. As piadas expressavam um estereótipo do negro, e esse estereótipo me colocava na posição de alguém que não poderia ter respeito social.”

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