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O ano em que a violência em Miami deixou tantos mortos que a cidade guardou corpos em caminhão do Burger King

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  • Natalia Guerrero
  • BBC News Mundo

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

O bairro de Liberty City, em Miami, presenciou diversas revoltas na década de 1980

“Um paraíso perdido?” Esta pergunta foi capa da revista norte-americana Time na sua edição de 23 de novembro de 1981 – 40 anos atrás. O paraíso a que se referia a revista era o sul da Flórida, nos Estados Unidos, considerado “perdido” devido à conjuntura sangrenta que dominava a cidade de Miami e seus arredores.

Naquele ano, 621 pessoas morreram violentamente – a maior quantidade de homicídios em um só ano da história da cidade – e a imprensa relatava tudo de forma explícita.

Uma mulher morta a tiros em uma rua de Miami, um homem com a jugular cortada com uma faca, um corpo rolando sobre uma autoestrada após ser empurrado de um carro em movimento, um menino de 4 anos baleado enquanto caminhava de mãos dadas com sua mãe… os mortos eram tantos que o escritório do legista local precisou alugar (pelo segundo ano consecutivo) um caminhão refrigerado para armazenar os corpos.

“A quantidade de assassinatos era assustadora e o departamento de polícia não conseguia dar conta da limpeza dos homicídios”, declarou à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o escritor e jornalista Roben Farzad, autor do livro Hotel Scarface: where cocaine cowboys partied and plotted to control Miami (“Hotel Scarface: onde os caubóis da cocaína festejavam e conspiravam para controlar Miami”, em tradução livre).

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