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O lendário azul da Prússia, cor que pode salvar ou tirar vidas

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  • Dalia Ventura
  • BBC News Mundo

Legenda da foto,

O azul da Prússia é um pigmento sintético menos propenso a desaparecer que outros azuis

Um certo dia, no começo do século 18, Johann Conrad Dippel, o morador mais notório do castelo de Frankenstein que, possivelmente, inspirou a escritora Mary Shelley, estava em seu laboratório em Berlim (Alemanha) preparando seu “elixir da vida”.

O polêmico teólogo, que foi até preso por conta de suas crenças, optara pela alquimia. Depois de fracassar em suas tentativas de converter metais comuns em metais preciosos, ele se dedicou a criar essa “medicina universal” que, segundo afirmava, curava todos os males.

Seu “azeite de Dippel”, uma poção cujo aspecto era semelhante ao alcatrão líquido com um sabor e odor tão desagradável que, durante a Segunda Guerra Mundial, foi usado para deixar a água sem condições de ser bebida e desidratar o inimigo, era uma destilação de chifre, couro, marfim e sangue descompostos, à qual ainda adicionava potassa (carbonato de potássio).

Ao mesmo tempo, no mesmo lugar, um criador de cores suíço chamado Johann Jacob Diesbach preparava um lote de laca carmesim, um pigmento vermelho feito com conchinilla, um tipo de piolho levado da América Latina, e para o qual também necessitava de potassa. Ele, porém, não tinha suficiente potassa, e por isso tomou emprestada parte da que tinha Dippel.

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