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“Trump assistiu à invasão ao Capitólio e não fez nada”, diz Biden

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Um ano após o ataque ao Capitólio, sede do legislativo americano, na capital Washington, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou a investida contra a democracia e alertou para efeitos negativos do cerceamento das liberdades individuais.

“Um ano atrás, nesse lugar sagrado, a democracia foi atacada. Simplesmente atacada. O desejo do povo esteve ameaçado e a Constituição americana enfrentou a maior de suas ameaças”, iniciou. As declarações foram dadas em pronunciamento ao vivo transmitido de Washington.

Há um ano, a invasão do Capitólio interrompeu sessão conjunta do Congresso que confirmaria a vitória de Biden nas Eleições Presidenciais de 2020. Apoiadores do então presidente Donald Trump tomaram o local com violência.

“O presidente perdeu a eleição e tentou evitar a transição pacífica com uma invasão ao Capitólio. Eles falharam. Ao povo prevaleceu.  Não podemos permitir um novo ataque desse”, ponderou. Ele completou: “Precisamos assegurar que ataques como esse nunca mais aconteçam”, salientou.

Biden disse que Trump assistiu por horas ao ataque e não fez nada. “Foi um insurreição armada. Queriam negar o desejo do povo. Simplesmente eliminar o resultado de uma eleição”, concluiu. À época, congressistas foram ameaçados de morte.

O presidente condenou a postura de Trump que, segundo ele, criou uma versão da eleição, contestou resultados e espalhou mentiras.

“Há zero provas de que os resultados foram incorretos. Ele não é só um ex-presidente. Ele é um ex-presidente derrotado”, ironizou.

“Futuro”

Antes de Biden, a vice-presidente, Kamala Harris, discursou e reforçou a preocupação com o futuro da democracia. “Não podemos deixar que nosso futuro seja decidido por aqueles que tentam silenciar as nossas vozes e espalham mentiras”, criticou.

Ela frisou. “O 6 de janeiro reflete a natureza dupla da democracia: a sua fragilidade e a sua força. A força da democracia é o princípio de que todos devem ser tratados iguais”, comentou.

A Justiça americana indiciou 725 pessoas em quase todos os 50 estados do país, sendo que ao menos 225 indivíduos foram condenados por agressão ou impedimento da aplicação da lei e 165 se confessaram culpados de crimes federais.

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