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Forma como crianças lidam com emoções está ligada aos pais, diz estudo

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Demostrar as próprias emoções pode ser um desafio para algumas pessoas. Um novo estudo, feito na Espanha, mostra como o meio em que as crianças vivem, a forma como os pais lidam com as emoções e até mesmo a extensão do vocabulário influenciam como elas expressam os sentimentos na infância.

A descoberta está em um artigo revisado por pares e publicado recentemente na revista Fronteiras da Psicologia por cientistas do Grupo de Pesquisa em Cognição e Linguagem (GRECIL), integrado ao eHealth Center da Universidade Aberta da Catalunha (UOC) e da Universidade de Barcelona (UB).

Os pesquisadores analisaram a existência de diferenças na regulação emocional em crianças e adolescentes que foram diagnosticados com comprometimento específico da linguagem/transtorno do desenvolvimento da linguagem (DEL/DLD).

Estima-se que uma em cada 14 crianças tenha a condição. O transtorno tem impacto no cotidiano delas, afetando o desenvolvimento social e acadêmico.

Influência dos pais

Ao analisar o ambiente em que as crianças estão inseridas, os pesquisadores observaram que a forma como os pais expressam as próprias emoções é muito importante para explicar a capacidade dos filhos em lidar com as emoções durante a infância.

Porém, eles acrescentaram que esta influência sobre a regulação das emoções dos filhos diminui consideravelmente durante a adolescência.

Crianças mais empáticas

A capacidade de expressar experiências emocionais em palavras torna o entendimento sobre os próprios sentimentos e os das outras pessoas mais fácil. De acordo com a principal coautora do estudo, Nadia Ahufinger, quanto melhor é o vocabulário e a linguagem das crianças, mais ferramentas elas terão para regular suas emoções. Ele ajuda a esclarecer, compreender e regular os sentimentos.

“Ao analisar a relação entre linguagem e regulação emocional, observamos que o vocabulário expressivo que as crianças têm entre os 5 a 7 anos de idade prediz sua regulação emocional quatro anos depois, relação que não é vista na adolescência”, disse Ahufinger.

Nos anos pré-escolares, as crianças com DEL/TDL são menos capazes de captar os sentimentos de outras pessoas e mostrar suas próprias emoções, o que pode prejudicar a capacidade de relacionamento em momentos importantes para o desenvolvimento, além de limitar o estabelecimento de relacionamentos interpessoais.

Comportamento

Segundo Ahufinger, as crianças com distúrbio específico da linguagem (SLI) e transtorno do desenvolvimento da linguagem (DLD) mostram uma menor tolerância à frustração e fazem mais birras. O comportamento pode estar relacionado à menor compreensão do próprio estado emocional e do estado alheio.

“Ser capaz de expressar nossas experiências emocionais em palavras tornará mais fácil para nós elaborar e entender o que está acontecendo conosco em nosso mundo emocional, e também entender o de outras pessoas. Esses são aspectos-chave para regular nossas emoções de uma forma útil e flexível”, enfatizou a pesquisadora.

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