Publicidade

Quem foi Maria Quitéria, mulher que se vestiu de homem para lutar na Independência do Brasil

[ad_1]

  • Guilherme Henrique
  • De São Paulo para a BBC News Brasil

Crédito, Domenico Failutti

Legenda da foto,

Detalhe do retrato póstumo de Maria Quitéria de Jesus Medeiros, de Domenico Failutti

A Independência do Brasil completa 200 anos em 2022. A data que marca o bicentenário em torno do 7 de Setembro, quando país deixou de ser colônia portuguesa, é cercada de discordâncias em torno de sua real importância para a nação que começava a se formar, assim como personagens ainda pouco explorados nos livros didáticos.

Esses dois temas estão relacionados à história de Maria Quitéria de Jesus (1792-1853), que se vestiu de homem, com a alcunha de ‘soldado Medeiros’, para participar das lutas independentistas em seu Estado, a Bahia, contra as tropas portuguesas resistentes às mudanças regimentais na política brasileira daquele período.

Primeira mulher a integrar as Forças Armadas, Maria Quitéria foi condecorada por D. Pedro 1º como heroína, exaltada pelo Exército a partir da década de 1950 e rosto emblemático na luta de organizações femininas pela anistia durante a Ditadura Militar brasileira (1964-1985).

Crédito, Reprodução/Biblioteca Nacional da Austrália

Legenda da foto,

Reprodução/ Gravura de Augustus Earle exposta na Biblioteca Nacional da Austrália – 1823

As disputas na Bahia

Para entender a história de Maria Quitéria e sua entrada nas lutas independentistas, é preciso contextualizar o 7 de Setembro. A data, que marca o grito de D. Pedro 1º às margens do rio Ipiranga, não representa o que aconteceu de fato no Brasil, segundo alguns pesquisadores. O escritor Laurentino Gomes, no livro 1822, diz o seguinte:

[ad_2]

Fonte Notícia