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Com risco de invasão em alta, Ucrânia convoca militares reservistas

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Em resposta à escalada do risco de invasão pela Rússia, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, determinou a convocação de militares reservistas. A informação foi confirmada por agências internacionais de notícias.

No início da noite desta terça-feira (22/2), Zelenskiy anunciou a convocação. Essa é a segunda vez que o presidente ucraniano toma uma medida desse tipo. Em janeiro o país realizou treinamentos militares. Na prática, esse é um chamamento que deixa militares aptos a combaterem em um possível confronto.

A convocação ocorreu horas após discursos de lideranças mundiais como dos presidentes da Rússia, Vladmir Putin, e dos Estados Unidos, Joe Biden, além de manifestações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e da União Europeia. O país também já havia pedido mais armas aos países do Ocidente sob o argumento de “resistência” contra a Rússia.

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Esse é mais um movimento em torno da crise geopolítica entre a Rússia e a Ucrânia. A terça ficou marcada pela aplicação de sanções contra os russos, ameaças internacionais de respostas a um possível ataque e o mundo em alerta para uma guerra no leste europeu.

Biden entende que, ao reconhecer Donetsk e Luhansk como repúblicas independentes, Putin admitiu que tentará dominar esse território. Segundo o presidente norte-americano, Putin autorizou que militares avancem para outras regiões ucranianas.

“Por que Putin acha que tem direito de dizer que tem direito ao território de outro país? Desrespeita leis internacionais e necessita de respostas da comunidade internacional”, criticou ao anunciar sanções.

O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, fez um alerta sobre a possibilidade iminente de um ataque russo à Ucrânia. Stoltenberg pediu calma e defendeu uma solução diplomática. “Nunca é tarde para não atacar. Pedimos à Rússia que recue e desescale militares e se esforce diplomaticamente”, salientou.

Em entrevista no Kremlin, sede do governo russo, Putin voltou a sustentar que a Ucrânia oferece risco à Moscou por ter “grande arsenal de armas nucleares”. Ele repetiu que os vizinhos têm usinas nucleares e podem enriquecer urânio, material básico para bombas atômicas.

“A Ucrânia, desde a época soviética, possui grande força nuclear, como usinas. O que falta para eles é somente um sistema de enriquecimento de urânio. Para a Ucrânia, isso é um problema simples. Para nós, é uma ameaça estratégica”, frisou Putin.

Crise em escalada

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Nos últimos dias, a crise aumentou. A Rússia enviou soldados para a fronteira com a Ucrânia, reconheceu duas regiões separatistas ucranianas como repúblicas independentes e tem intensificado as atividades militares. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, quando anexou a Crimeia ao seu território.



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