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União Europeia fecha fronteiras para políticos russos e congela bens

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A União Europeia aprovou uma série de sanções à Rússia na tentativa de conter um conflito armado com a Ucrânia, além de arrefecer a tensão no Leste Europeu.

Entre as medidas anunciadas estão a proibição de viagens de políticos russos pelo bloco e o congelamento de seus bens. A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (23/2).

Os ministros das Relações Exteriores dos 27 países da União Europeia já haviam aprovado na terça (22/2), mas ainda faltava a chancela dos embaixadores.

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Na prática, os 351 integrantes da Duma, que é o Parlamento russo, estão proibidos de viajar aos países do bloco e tiveram bens congelados.

As retaliações atingem ainda bancos e instituições financeiras, restringe o comércio das regiões separatistas da Ucrânia (Donetsk e Luhansk) com a União Europeia, paralisa o acesso a investimentos, e proíbe a exportação de bens e tecnologias.

Na prática, essa é uma tentativa de isolar o presidente russo — ele ainda não foi penalizado diretamente pelas sanções. Dessa forma, conter a crise político diplomática que afeta o Leste Europeu.

Comunidade internacional em alerta

Nesta quarta-feira (23/2), a assembleia geral da Organização das Nações Unidas (ONU) foi tomada por discursos contra o conflito. Representantes da Rússia, Ucrânia, Estados Unidos, além do secretário-geral da entidade, Antonio Guterre, falaram sobre o tema.

Na segunda-feira (21/2), o presidente russo, Vladmir Putin, reconheceu as regiões separatistas como repúblicas independentes. A decisão foi vista como uma ameaça.

Com isso, na terça-feira (22/2), países como Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido anunciaram sanções econômicas ao governo russo para isolar Putin.

Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e a União Europeia fizeram alertas para o risco de uma invasão russa ao território ucraniano.

Crise em escalada

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Otan, entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Nos últimos dias, a crise aumentou. A Rússia enviou soldados para a fronteira com a Ucrânia, reconheceu duas regiões separatistas ucranianas como repúblicas independentes e tem intensificado as atividades militares. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, quando anexou a Crimeia ao seu território.

Ucrânia pediu mais armas aos países do Ocidente, sob o argumento de defesa contra a Rússia. Além disso, convocou militares reservistas e liberou porte de armas a civis.

Putin, por sua vez, acusa os ucranianos de desenvolverem armas nucleares, o que colocaria a segurança de Moscou em risco.

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Fonte Notícia