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Ministro ucraniano pede que Rússia seja banida da Swift. Saiba o que é

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O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, voltou a defender a exclusão da Rússia do Swift, sociedade que representa o sistema bancário global. A rede de alta segurança foi fundada em 1973 e é usada por mais de 11 mil instituições financeiras para enviar ordens de pagamentos.

O chanceler ucraniano vem defendendo a medida, que seria uma das mais severas sanções à Rússia após o ataque militar ao país vizinho.

“Não serei diplomático quanto a isso. Todos os que agora duvidam se a Rússia deve ser banida da SWIFT precisam entender que o sangue de homens, mulheres e crianças ucranianos inocentes também estará em suas mãos. PROIBAM A RÚSSIA DA SWIFT”, escreveu Kuleba pelo Twitter.

Veja o post:

Além de ser uma grave sanção à Rússia, essa medida seria um problema grande também para quem faz negócios com empresas russas, gerando uma reação global. A ação tem potencial de gerar riscos ao comércio internacional de produtos importantes, como petróleo, gás e metais, exportados pelo país euroasiático. Entre os principais compradores desses produtos, estão países europeus.

Países do Ocidente anunciaram, antes da invasão russa, a imposição de uma série de sanções contra o país.

Sigla em inglês para Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais, em portugês), a Swift não possui substituto.

O sistema tem sede na Bélgica e é administrado por um conselho de 25 pessoas. A instituição se descreve como“neutra”, está incorporada à lei belga e cumpre os regulamentos da União Europeia.

Uma medida semelhante foi adotada com Irã em 2012, quando os bancos do país foram desligados em razão de avanços com o programa nuclear iraniano. Com a ação, o Irã perdeu boa parte de sua receita de exportação de petróleo.

Segundo o Financial Times, a Swift está há muito tempo na mesa como uma opção dentro do pacote de sanções da União Europeia. A escala da invasão da Ucrânia pela Rússia provocou um debate sobre a aplicação da sanção.

De acordo com o jornal, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, tem pressionado “muito” para que a Rússia seja expulsa do sistema de pagamentos internacionais. A publicação financeira ressalta que a medida que seria um “duro golpe” para os bancos russos e sua capacidade de negociar além de suas fronteiras.

Conflito na Ucrânia

O governo ucraniano afirma ter sofrido ao menos 203 ataques russos desde o início da invasão, no início desta quinta-feira (24/2).

As informações foram divulgadas pelo Ministério da Defesa da Ucrânia. As autoridades de segurança ucranianas garantem que há combates em quase todo o território e que os confrontos militares são intensos.

Já com o rompimento das relações diplomáticas entre Ucrânia e Rússia, os dois países também entraram em uma guerra de discursos. Horas após o início das operações militares no leste da Ucrânia, determinadas pelo presidente russo, Vladimir Putin, uma segunda onda de mísseis, de acordo com um assessor próximo o mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky, teria atingido a Ucrânia.

O governo ucraniano fala em oito mortos e diz que está respondendo aos ataques. Afirmou que 50 soldados russos foram mortos nos combates e seis aviões acabaram derrubados. Trata-se da mais grave crise militar na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.



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