“Promessas de Putin não valem nada”, diz embaixada ucraniana no Brasil
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Quando questionado sobre a reação da Ucrânia ao ataque russo, o encarregado de negócios da embaixada do país em Brasília, Anatoliy Tkach, afirmou que os ucranianos já se preparavam para o conflito há um bom tempo. A declaração foi feita nesta quinta-feira (24/2), durante uma coletiva de imprensa.
“Apesar de Putin ter concordado com uma solução diplomática, a Ucrânia sabe que as suas promessas não valem nada. Aumentamos as Forças Armadas em torno de nosso país antes do ataque”, disse.
Para Anatoliy, a invasão resulta de uma tensão acumulada durante oito anos, quando ocorreu a invasão russa à península da Crimeia. “Essa guerra continua desde 2014. Nós sempre estivemos prontos para uma agressão, mas nos últimos dias sabíamos que em instantes iria acontecer”.
O conflito foi intensificado no momento em que Moscou anexou a Crimeia e começou a armar separatistas da região de Donbass, no sudeste ucraniano. Mais de 14.000 mortes foram registradas em confrontos separatistas nesses últimos oito anos.
Mapa ilustra onde o país está sendo atacadoArte/Metrópoles
mapa-regiões-separatistas-que-tiveram-independencia-ucrania-russia-conflitoArte mostra, em azul, o território da Ucrânia e em vermelho a regiões separatistas do país, Luhansk e Donetsk que obtiveram sua independência conforme o governo russoArte/Metrópoles
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Em relação à expectativa sobre o Brasil, o encarregado garante que os países se comunicam com solidariedade mútua, mas espera uma posição mais contundente do governo federal.
“Nós estamos em contato com autoridades brasileiras, que expressam solidariedade conosco. O dialogo [entre Ucrânia e Brasil] é constante. Estamos esperando um posicionamento oficial, em que o Brasil chame o agressor de agressor e demande o fim das hostilidades”.
Aos países parceiros, principalmente na Europa, ele solicita a ativação imediata de uma série de sanções contra a Rússia, além da ajuda humanitária, financeira e de armamento defensivo para a Ucrânia. Tkach conta que a primeira medida do país foi fechar o espaço aéreo e recomendar que os cidadãos que estão fora não retornem por enquanto.
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