Rússia condena sanções e chama reação internacional de “histeria”
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O governo russo voltou a reclamar das sanções econômicas internacionais impostas como retaliação à invasão da Ucrânia. Uma representante do Kremlin chamou de “histeria” as reações.
Nesta sexta-feira (25/2), em pronunciamento transmitido ao vivo de Moscou, Maria Zakharova, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia criticou as medidas.
“Essa histeria contra a Rússia nos obriga dizer algo a respeito. Somos vítima da cultura de cancelamento”, iniciou. Zakharova disse que o país vai responder, mas não adiantou o que seria.
A porta-voz disse que as sanções trouxeram problemas para a população russa que não está envolvida no conflito contra a Ucrânia.
Vladimir Vladimirovitch Putin é o atual presidente da Rússia. No poder há 20 anos, desde a renúncia de Boris Yeltsin, Putin é conhecido por apoiar ditadores e declarar oposição ferrenha aos Estados UnidosSergei Guneyev /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgPertencente a uma família de operários, Vladimir cresceu em uma periferia russa, em São Petersburgo, e sonhava ser espiãoMikhail Svetlov /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgFormou-se em direito e, em seguida, entrou para o serviço secreto russo, a KGB, em 1975Alexei Nikolsky /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgTempos depois, iniciou vida política como vice-prefeito de São Petersburgo. Em 1999, tornou-se primeiro-ministro e, no ano seguinte, após a renúncia do então presidente Boris Yeltsin, foi eleito presidente da RússiaCarl Court /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgPouco depois de assumir a presidência, liderou com êxito tropas russas ao ataque à Chechênia, durante a 2ª Guerra da Chechênia, o que o fez crescer em popularidadeSergei Karpukhin /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgEm 2004, Putin foi reeleito e, em seguida, assinou o protocolo de Kyoto, documento que o tornou responsável por reduzir gases-estufa liberados pela RússiaAlexei Nikolsky v
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgSeguindo a constituição russa, que o impedia de exercer mais de dois mandatos consecutivos, o ex-KGB apoiou o seu primeiro-ministro Dmitri Medvedev nas eleições que o sucederiam Mikhail Klimentyev /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgEm 2012, no entanto, voltou a ser eleito para novo mandato de seis anos, mesmo com forte oposição Matthew Stockman /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgEm 2014, se divorciou de Ludmila, com quem era casado desde 1983 e tem duas filhas. No mesmo ano, liderou tropas russas para a anexação da península ucraniana da CrimeiaAlexei Nikolsky /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgNo ano seguinte, apoiou a guerra que aconteceu na Síria e enviou militares para ajudar o regime do presidente sírio Bashar Al AssadMikhail Svetlov/Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgApesar de toda desaprovação mundial diante de atos de guerra, Putin conseguiu se eleger em 2018 para mais seis anos, com vantagem expressiva em relação aos adversáriosMikhail Svetlov /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgDevido à lei que sancionou em 2021, Putin poderá concorrer nas duas próximas eleições e, se eleito, ficar no poder até 2036Mikhail Svetlov /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgRecentemente, após exigir que o Ocidente garantisse que a Ucrânia, que faz fronteira com território russo, não se juntaria à Otan, reformou a inimizade entre os paísesVyacheslav Prokofyev /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgO conflito, que acendeu alerta mundial, ganhou novos capítulos após Putin ordenar, no dia 25 de fevereiro de 2022, que tropas invadissem a Ucrânia utilizando armamento militar Anadolu Agency /Getty Images
***foto-Putin-presidente-da-russia-1.jpgApesar dos avisos de sanções por parte de outras nações, o presidente russo prosseguiu com a intentada e deu início à guerrapicture alliance /Getty Images
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Desde o início dos bombardeiro, na madrugada de quinta-feira (24/2), pelo horário de Brasília, o presidente russo, Vladimir Putin, já havia prometido “respostas” às sanções.
Estados Unidos, Alemanha, França, Austrália, Reino Unido e Japão, além da Comissão Europeia, já anunciaram restrições à Rússia.
Veja as restrições norte-americana:
- Limite à capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, libras, euros e ienes;
- bloqueio às empresas estatais da Rússia dos mercados de dívida;
- corte do maior banco da Rússia do sistema financeiro dos EUA;
- bloqueio de metade das importações de alta tecnologia da Rússia;
- congelamento de ativos da Rússia nos EUA.
Essa é uma tentativa de isolar o presidente Putin — ele ainda não foi penalizado diretamente pelas sanções — e, dessa forma, conter a crise político-diplomática que afeta o Leste Europeu.
Entre as medidas anunciadas, constam a proibição de viagens de políticos russos pelo bloco e o congelamento de seus bens.
As sanções atingem instituições financeiras, restringem o comércio das regiões separatistas da Ucrânia (Donetsk e Luhansk) com a União Europeia, paralisam o acesso a investimentos, e proíbem a exportação de bens e tecnologias.
Líderes da União Europeia se reúnem nesta sexta-feira para desenhar um novo pacote de medidas restritivas. Existe a possibilidade de o presidente russo ser penalizado.
Kiev sitiada
A Ucrânia vive o segundo dia de bombardeios. Kiev, capital do país e coração do poder, está sitiada por militares. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, defendeu a ação militar e garantiu que os russos não pretendem recuar.
Nesta sexta-feira (25/2), agencias internacionais de notícias relataram que soldados russos já estão na cidade. As tropas fecharam um dos acessos à capital ucraniana. Disparos de mísseis foram ouvidos na cidade.
O prefeito da cidade de Kiev, Vitaly Klitschko, afirmou que o município entrou em uma fase defensiva.
O Ministério da Defesa da Ucrânia afirmou que as forças russas cercaram Kiev pelo distrito de Obolon, distante poucos quilômetros do centro de Kiev. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times.
Autoridades municipais disseram que a cidade está em “fase de defesa” e recomendaram que os moradores “preparem coquetéis molotov” para deter os invasores.
O governo ucraniano alertou a comunidade internacional sobre o aumento da radiação nuclear radioativa na região de Chernobyl. O local está sob controle russo.”
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