Russos avançam sobre Kiev; países enviam armas e dinheiro para Ucrânia
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Os confrontos em Kiev atingiram o mais alto nível de tensão. Rússia e Ucrânia disputam o controle da capital, coração do poder, enquanto a comunidade internacional envia armas e dinheiro na tentativa de fortalecer as tropas ucranianas. Desde a madrugada deste sábado (26/2), pelo horário de Brasília, Kiev sofre ataques russos. Ao todo, três milhões de pessoas vivem na cidade.
Mísseis foram disparados até mesmo em áreas urbanas, o que antes estava restrito a bases militares ucranianas. As sirenes de alerta voltaram a tocar.
Enquanto isso, pelo menos cinco países divulgaram apoio material. República Tcheca, Polônia, França, Estados Unidos e Holanda se comprometeram a enviar armas, material de defesa e dinheiro, mesmo sem ordenar ajuda militar direta para os confrontos.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***foto-estatua-lenin-união-soviética-russiaA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito iminenteAgustavop/ Getty Images
***desenho-mapa-russia-eurasia-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***foto-bandeira-ucrania-em-monumentoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-discursa-bandeira-chinaO presidente russo, Vladimir PutinAndre Borges/Esp. Metrópoles
***kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-a-noiteUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***foto-bandeira-russia-ceu-brilhandoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e planeja invadir o território ucraniano antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, segundo informações do jornal americano The New York TimesKutay Tanir/Getty Images
***céu-aviões-militares-nevoa-rastroPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-de-frente-falaApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***foto-kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-pessoasAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito iminente é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***foto-azulado-praça-vermelha-neve-soldado-kremlin-governo-russo-moscouDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito iminente teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
***foto-soldados-amercianos-na-Europa-OrientalEm meio à troca de acusações, os Estados Unidos dizem que há uma ameaça “iminente” de Moscou a Kiev e enviaram mais de 8 mil soldados para a Europa OrientalGetty Images
***foto-presidente-Putin-da-Rússia-2022Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a áreaAlexei NikolskyTASS via Getty Images)
***foto-tanques-exercicio-militar-conflito-Rússia-e-Ucrânia-2022Como resposta, a União Europeia e os Estados Unidos proibiram transações econômicas com bancos e entidades que financiam o aparato militar da Rússia. As medidas atingem políticos russos, bancos, o setor de defesa e de mercados de capitaisGetty Images
***foto-população-ucraniana-protesta-contra-a-guerra-russiaO Ministério das Relações Exteriores russo informou que evacuou os últimos diplomatas em serviço no país vizinho. Para a chancelaria de Putin, os diplomatas russos correm risco de sofrer violência Getty Images
***foto-treinamento-militar-civis-kiev-soldado-com-armas-ucraniaSob risco de invasão, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, pediu mais armas aos países do Ocidente. Ele defendeu que essa seria uma forma de resistir contra a RússiaGetty Images
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República Tcheca, Polônia, França, Estados Unidos e Holanda concordaram enviar ajuda estrutural de armas e dinheiro, apesar de não ordenarem apoio militar para os confrontos.
A ministra da Defesa da República Tcheca, Jana Černochová, anunciou, neste sábado, que o país vai enviar US$ 188 milhões em armamentos para a Ucrânia. Segundo Černochová, serão enviados metralhadoras, rifles de precisão, revólveres e munição ao país.
O ministro de Defesa da Polônia, Mariusz błaszczak, enviou ajuda militar para a Ucrânia. Foi o primeiro país a disponibilizar esse tipo de apoio. “O comboio com a munição que entregamos à Ucrânia já chegou aos nossos vizinhos. Apoiamos os ucranianos, somos solidários e nos opomos firmemente à agressão russa”, argumentou o ministro.
O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou ao presidente ucraniano que enviará armas e equipamentos para ajudar no combate à invasão.
Os Estados Unidos já haviam anunciado a doação de US$ 52 milhões em apoio financeiro aos serviços de segurança ucranianos.
Por fim, o exército holandês anunciou que enviará suporte ao governo ucraniano com material de defesa antiaérea. A proteção é usada contra alvos de grande, média e baixa altitudes.
Na madrugada
Um foguete disparado pela Rússia atingiu um prédio de Kiev, deixando três feridos. A capital amanheceu sob nuvens de fumaça escura após sucessivos ataques.
O bombardeio russo começou na quinta-feira (24/2). Em três dias, ao menos 198 pessoas morreram nos confrontos, segundo o governo ucraniano. Outras 1.115 ficaram feridas.
O prefeito da cidade de Kiev, Vitaly Klitschko, ampliou o toque de recolher — agora a restrição é das 17h às 8h. A orientação é que as pessoas fiquem em casa. A população foi orientada a montar coquetéis molotov e 18 mil fuzis foram distribuídos a civis (foto em destaque).
A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não irá se render e que reagirá aos ataques russos. Ele garante que as tropas dele têm resistido e que “repeliu” ataques.
“Estou aqui. Não abaixaremos nossas armas. Vamos defender nosso Estado, porque nossas armas são nossa verdade, e nossa verdade é que esta é nossa terra, nosso país, nossas crianças – e nós vamos defender tudo isso”, afirmou em um vídeo.

Mapa ilustra onde o país está sendo atacado
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