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Mundo

‘Aceitamos usar niqab se Talebã nos deixar estudar’, diz afegã que promovia educação feminina até retirada dos EUA

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  • Mariana Sanches – @mariana_sanches
  • Da BBC News Brasil em Washington

Crédito, Arquivo pessoal

Legenda da foto,

Amina visita alunas de uma escola na província de Herat

“Todos os dias são horríveis. E a única certeza que tenho é de que ontem foi melhor do que hoje.”

Essa é a descrição da jovem afegã Amina* sobre suas últimas semanas, desde que os EUA completaram a retirada das tropas de seu país, após 20 anos de ocupação. Ela dedica os dias a monitorar a situação de seus parentes e amigos, a maioria deles em grandes cidades do Afeganistão.

Amina vive há menos de um ano em Washington D.C., capital americana, para alívio de sua mãe, que segue em território afegão. Ela obteve um dos poucos milhares de vistos oferecidos pelos EUA a afegãos que tenham trabalhado pelo país ou por organismos internacionais durante a ocupação americana.

No caso de Amina, o visto veio após ela sofrer ameaças de morte por seu trabalho, em um processo que expõem a deterioração da segurança no país muito antes que as cenas dos Talibãs sentados no gabinete presidencial corressem o mundo.

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