Parlamento alemão terá deputadas transgênero pela primeira vez
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Duas políticas do Partido Verde alemão farão história ao se tornar as primeiras mulheres abertamente transgênero no Bundestag (Parlamento da Alemanha), após garantirem assentos na eleição federal deste domingo (26/09).
Tessa Ganserer, de 44 anos, é de Nurembergue e integra a câmara regional da Baviera desde 2013. Ela obteve 22,6% dos votos de sua região. Na eleição federal, os alemães assinalam dois votos: o primeiro num canditato de seu distrito eleitoral e o segundo num partido.
Nyke Slawik, de 27 anos, obteve 11,3% dos chamados “primeiros votos”. Originária de Leverkusen, ela assegurou sua cadeira concorrendo na lista regional dos verdes na Renânia do Norte-Vestfália.
O Partido Verde ficou em terceiro lugar na eleição alemã. Agora, a sigla deverá ser cortejada pelos dois primeiros colocados, o Partido Social-Democrata (SPD) e a União Democrata Cristã (CDU), de Angela Merkel, para formar uma coalizão, podendo assim ser parte do novo governo.
“Vitória histórica”
Para a advogada Tessa Ganserer, o resultado que ela obteve mostra que a Alemanha é um país aberto e tolerante. “É uma vitória histórica para os verdes, mas também para o movimento emancipatório transgênero e para toda a comunidade queer”, disse, após a vitória.
Ganserer foi a primeira política numa assembleia legislativa alemã a declarar publicamente que era transgênero.
Entre as prioridades dela está implementar um procedimento que facilite a homologação de mudanças de gênero em documentos de identidade.
Uma legislação em vigor há 40 anos conhecida como Lei de Transsexuais só permite a mudança de nome e gênero nos documentos depois que o indivíduo passa por uma avaliação psicológica e um processo judicial, incluindo um inquérito com perguntas íntimas.
Por causa dessa lei, Ganserer se recusa a mudar seu nome e gênero na identidade. Nas eleições, ela apareceu na cédula de votação com o antigo nome masculino.
A política verde, que tem dois filhos, também quer alterar as leis para que mães lésbicas possam adotar crianças.
Já Slawik elaborou um plano de ação contra homofobia e transfobia a fim de melhorar a lei federal anti-discriminação atualmente em vigor.
Direitos LGBTQ na Alemanha
A homossexualidade era considerada um crime na Alemanha até 1969, enquanto o casamento entre pessoas do mesmo sexo foi legalizado em 2017. Por outro lado, crimes de ódio contra pessoas LGBTQ aumentaram 36% no ano passado, segundo números divulgados pela polícia.
Gabrielï Nox Koenig, da Associação Federal para Pessoas Trans, afirmou que as eleições federais marcam “um momento histórico nesse contexto”. Segundo ela, essa é a primeira vez que pessoas abertamente transgênero foram representadas em listas eleitorais.
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