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‘Sou policial, mas conserto microondas para sobreviver’: os ‘bicos’ feitos por venezuelanos em meio à crise

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  • Daniel Pardo
  • Enviado especial da BBC News Mundo a Caracas

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Pesquisas indicam que, em termos percentuais, o mercado informal da Venezuela é, de longe, o maior da América Latina

“Compro seus dólares feios, rasgados, manchados e deteriorados”, anuncia o estudante de contabilidade Miguel Urrutia, que recorre à compra e venda de moeda estrangeira para sobreviver.

“A coisa está difícil, sabe?”, acrescenta ele, ao lado de vários outros jovens de Caracas, na Venezuela, em uma praça barulhenta, vibrante e cheia de gente. “Ninguém mais quer estudar nem trabalhar, porque só o que dá dinheiro é isto”, ele conta. Muitas lojas e pessoas não aceitam as notas de dólares deterioradas, mas Miguel as negocia.

Em uma esquina da Praça Bonalde, no bairro popular de Catia, em Caracas, Urrutia compartilha a região com vendedores de parafusos, cabos para celular e comida chinesa, entre outros produtos.

Esta sempre foi uma região de vendedores ambulantes, conhecidos na Venezuela como “buhoneros”. Eles ficavam em dois ou três calçadões para pedestres. Mas, nos últimos anos, o mercado popular se espalhou por outras ruas, pela própria praça e chegou aos bairros vizinhos.

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