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Alemanha pede que cidadãos deixem Ucrânia imediatamente

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Em comunicado publicado na tarde deste sábado (19/2), o Ministério das Relações Exteriores alemão orientou os cidadãos germânicos a deixarem a Ucrânia imediatamente. O alerta foi divulgado em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia.

Na publicação, as autoridades alemãs ressaltam que um conflito militar entre as nações “é possível a qualquer momento”. “Os cidadãos alemãos são instados a deixar o país agora”, consta no documento publicado na página do ministério.

O país também pediu que a população acompanhe o noticiário internacional e faça o cadastro na lista de prevenção de crises do Ministério das Relações Exteriores alemão.

“Saia a tempo. Caso haja um ataque russo à Ucrânia, as opções para apoiar os cidadãos alemães são muito limitadas. Em caso de emergência, os alemães que vivem no distrito administrativo do GK Donetsk devem entrar em contato com a Embaixada em Kiev ou com o Ministério das Relações Exteriores”, informou o governo.

O comunicado foi publicado após a Conferência de Segurança de Munique, que ocorre na Alemanha neste sábado. O evento contou com a participação de diversos líderes mundiais. Uma das pautas discutidas foi a relação entre a Rússia e Ucrânia e a possibilidade de um conflito entre os dois países.

Durante a conferência, a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou que o país deve impor sanções econômicas à Rússia em caso de nova invasão da Ucrânia. Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, também falou sobre a crise.

Johnson ressaltou que os países da Europa devem estar unidos para criar “estratégias de longo prazo” e “manter a segurança”. “Sabemos que essas ameaças são uma ilusão, são produtos de uma visão de Putin sobre uma aliança intimidadora. Essa não é a função da Otan. Estamos dispostos a mostrar isso ao presidente Putin”, pontuou.

Rússia x Ucrânia: entenda conflito entre países que já foram uma nação

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Tensão

A instabilidade entre as nações se dá, sobretudo, em razão de a Rússia querer barrar a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que é liderada pelos Estados Unidos.

Na terça (15/2), a Rússia anunciou a retirada de parte dos militares posicionados na fronteira com a Ucrânia, mas não informou o número de soldados. De acordo com o governo norte-americano, mais de 100 mil soldados estão nas áreas fronteiriças.

No entanto, na sexta-feira (18/2), a agência Interfax divulgou que Putin vai supervisionar exercícios militares com armas nucleares neste sábado (19/2). Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia, também participará da ação.

Além disso, em pronunciamento na sexta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que tem “razões para acreditar que as forças russas pretendem atacar a Ucrânia nos próximos dias”. A invasão ocorreria na capital ucraniana, Kiev.

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