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Aborto nos EUA: como avanço no tratamento de prematuros torna debate mais complexo

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  • Alessandra Corrêa
  • De Washington para a BBC News Brasil

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Conceito de viabilidade fetal, momento a partir do qual o feto pode sobreviver fora do útero é tema de debate intenso nos EUA

Quando o bebê americano Curtis Means nasceu, em julho de 2020, poucos acreditavam que ele iria sobreviver. Sua mãe, Michelle Butler, grávida de gêmeos, havia entrado em trabalho de parto com apenas 21 semanas de gestação.

A irmã gêmea de Curtis, C’Asya, morreu um dia depois. Mas o menino, que pesava somente 420 gramas, surpreendeu a todos e, após meses de internação, foi para casa e acabou sendo reconhecido pelo Guinness World Records como o bebê mais prematuro do mundo a sobreviver.

Exemplos como o de Curtis são raríssimos, mas vêm sendo usados por oponentes do aborto para questionar um ponto central na decisão que garantiu esse direito nos Estados Unidos: o conceito de viabilidade fetal, momento a partir do qual o feto pode sobreviver fora do útero.

Em 1973, com a decisão no caso Roe versus Wade, a Suprema Corte, mais alta instância da Justiça americana, estabeleceu o direito constitucional ao aborto. Mas a decisão também permitiu aos Estados limitar esse direito depois do segundo trimestre ou 28 semanas de gestação, que na época era considerado o ponto de viabilidade fetal.

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