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Aborto: o que levou a Igreja Católica a considerar essa prática pecado no século 19

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  • Edison Veiga
  • De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil

Crédito, Getty Images

Aborto e Igreja. Geralmente há polêmica quando essas duas palavras aparecem juntas. E o assunto voltou à tona com a eleição de Joe Biden. Segundo católico em toda a história a ocupar o posto de presidente dos Estados Unidos, sua postura favorável ao direito ao aborto — legalizado no país desde 1973 — tem feito setores mais conservadores do episcopado no país cobrarem um posicionamento da Igreja, que poderia impedi-lo de comungar, por exemplo.

Mas se discussões sobre o “certo” ou o “errado” na prática de interrupção voluntária de gravidez aparecem em documentos da Igreja Católica desde o início do cristianismo, a incisiva postura atual, em que aquele que pratica o aborto está automaticamente condenado à excomunhão, é bem mais recente.

Apesar de coerente teologicamente, tudo indica que seja consequência de pressão política alheia ao próprio Vaticano. Graças à proximidade — com interesses de ambas as partes — entre o papa Pio 9º (1792-1878) e o imperador francês Napoleão 3º (1808-1873).

“Em 1869, a Igreja Católica posicionou-se contra todos os abortos a pedido de Napoleão 3º, da França, onde a população estava em declínio”, escreve o pesquisador William F. Loomis (1940-2016), professor de biologia da Universidade da Califórnia, em seu livro Life As It Is – Biology For The Public Sphere (A Vida Como Ela É – Biologia para a Esfera Pública, em tradução livre).

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