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‘Achei que gritos eram briga. Era o morro caindo’: Famílias relatam vida sob risco por falta de dinheiro

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  • Leandro Machado
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Crédito, Leandro Machado

Legenda da foto,

Famílias que vivem em morro que deslizou em Franco da Rocha estão recendo cestas básicas como doação

O faxineiro Gilmar Moreira, de 41 anos, descia uma íngreme escada para chegar até sua casa no meio de um morro em Franco da Rocha, na Grande São Paulo. A construção, de quatro cômodos, foi interditada no domingo: o risco é a terra encharcada pela chuva voltar a cair em cima de tudo o que sobrou.

Uma parte já desabou por volta das 6h30 do último domingo, matando pelo menos 11 pessoas que viviam ali, uma das mais de 95 áreas consideradas de risco na cidade, segundo a Defesa Civil. Na manhã de quarta-feira (2/2), bombeiros, técnicos e voluntários ainda procuravam desaparecidos em uma pequena montanha de lama e entulho a cerca de 30 metros da casa em ruínas do faxineiro.

Em todo o Estado de São Paulo, pelo menos 27 pessoas morreram no último fim de semana, vítimas de deslizamentos e enchentes causadas pela forte chuva que atingiu vários municípios, principalmente na região metropolitana de São Paulo. Cerca de 660 famílias estão desabrigadas.

Na manhã desta quarta, em meio a uma garoa fina, Gilmar queria buscar um chuveiro e alguns fios elétricos para levar para a casa que precisou alugar às pressas depois que o barranco ruiu. “A pessoa compra uma casinha onde consegue pagar. Eu morava aqui no morro porque foi onde consegui. Se eu tivesse dinheiro, comprava em um lugar melhor, não aqui. Se você tivesse dinheiro, compraria uma casa aqui no morro?”, pergunta à reportagem.

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