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Briga sobre ‘herança racista’ na Suécia inclui 9 crânios brasileiros

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  • Claudia Wallin
  • De Estocolmo para a BBC Brasil

Crédito, Ann Gustavsson/Karolinska Institute

Legenda da foto,

Instituto Karolinska abriga uma macabra coleção de quase 800 crânios humanos

O prestigiado Instituto Karolinska da Suécia, que todos os anos elege o vencedor do Prêmio Nobel de Medicina, abriga em suas instalações uma macabra coleção de quase 800 crânios humanos — e nove deles são do Brasil.

Removidos de túmulos em diversas partes do mundo, os crânios foram utilizados entre os séculos 19 e 20 pelos cientistas suecos Anders e Gustaf Retzius — pai e filho — em controversos experimentos associados às teorias do racismo científico da época, que preconizavam uma suposta superioridade do homem branco.

“Sob a perspectiva atual, reconheço que uma parte dos 200 anos de história do Instituto Karolinska pode ser considerada racista”, disse à BBC Brasil o reitor da instituição, Ole Petter Ottersen. “No século 19, professores e pesquisadores do instituto foram influenciados pela ordem colonial dominante. Alguns deles cometeram atos ou expressaram opiniões caracterizadas atualmente como antiéticas, anticientíficas e racistas — algo totalmente inaceitável nos dias de hoje”.

Trata-se de uma “herança racista do Karolinska”, destacam estudantes da instituição: eles exigem não só um pedido público de desculpas, como a remoção imediata dos nomes de Anders e Gustaf Retzius de salas e laboratórios do instituto batizados em sua homenagem.

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