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Catástrofe de Esmirna: como Turquia expulsou gregos incendiando uma cidade há quase cem anos

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  • Norberto Paredes – @norbertparedes
  • BBC News Mundo

Crédito, Domínio público

No início do século passado, havia, na costa ocidental do que hoje é a Turquia, uma cidade majoritariamente grega banhada pelo Mar Mediterrâneo.

Esmirna era uma próspera cidade onde os turcos eram minoria. Representavam menos de um terço da população, formada majoritariamente por gregos cristãos. Ambos os grupos conviviam com comunidades menores de armênios e judeus.

O que seus habitantes não sabiam era que o multiculturalismo que caracterizava a metrópole deixaria de existir duas décadas depois — e que aquela cidade milenar passaria a se chamar Izmir, tradução para o turco do nome grego original.

Em agosto de 1922, depois de vencer a batalha final de Dumlupinar na Guerra Grego-Turca, o Exército de Mustafa Kemal Atatürk — considerado o “pai da Turquia moderna” — deu um passo a mais na direção do objetivo de diminuir a influência helênica em Anatólia — a península na Ásia que compõe a maior parte do território da atual Turquia, também chamada de Ásia Menor.

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