Chanceler russo diz que negociações “estão longe de ser esgotadas”
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O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey V. Lavrov, particiou de uma reunião televisionada, na manhã desta segunda-feira (14/2), com o presidente do país, Vladmir Putin, para falar sobre o embate diplomático com a Ucrânia.
“Acredito que nossas possibilidades estão longe de esgotadas”, disse Lavrov, referindo-se às negociações da Rússia com o Ocidente. “Eu proporia continuar e intensificá-las”. Em resposta, Putin disse: “Bom”.
A formalidade da reunião chamou a atenção dos espectadores, já que pareceu ter sido algo pré-programado e roteirizado.
Apesar da afirmação apaziguadora, em outro momento do encontro entre o presidente e o chanceler, Lavrov fez questão de enfatizar que apesar de acreditar que as alternativas não se esgotaram, crê que “não podem durar indefinidamente’. Ainda acrescentou que a Rússia estaria pronta para “ouvir contrapropostas sérias”.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito iminenteAgustavop/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***russia-ucrania-conflitoPor essa razão, a aproximação da Ucrânia da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acendeu o alerta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e desencadeou a reação militarAndre Borges/Esp. Metrópoles
***russia-ucrania-conflitoUma das exigências de Putin, portanto, é que o ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan com os ucranianos é uma ameaça à segurança do paísPoca/Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e planeja invadir o território ucraniano antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, segundo informações do jornal americano The New York TimesKutay TanirGetty Images
***russia-ucrania-conflitoPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***russia-ucrania-conflitoApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***russia-ucrania-conflitoAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito iminente é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Criméia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito iminente teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoApesar de o Brasil não ter laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Entenda
Este é o momento mais tenso da disputa entre os dois países. A tensão teve início com a exigência do governo russo de que o Ocidente não aceite a adesão da Ucrânia à Otan.
Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).
Nesta segunda-feira (14/2), o chanceler alemão, Olaf Scholz (foto em destaque), visitou Kiev, capital da Ucrânia, e fez novos alertas contra a Rússia. Ele foi recebido pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. Os líderes conversaram por duas horas.
“Continuaremos a ajudar a Ucrânia a continuar essa operação política [de evitar a invasão] neste momento. Trabalhamos de forma confidencial e também com a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, afirmou.
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Fonte Notícia
