Cientistas da Unicamp descobrem mecanismo que zika vírus usa para enganar organismo | Campinas e Região

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Pesquisadores da Unicamp, em Campinas (SP), identificaram o mecanismo que pode explicar o motivo de uma parcela das pessoas infectadas pelo zika vírus desenvolver quadros neurológicos graves ou ter bebês com microcefalia. Foi verificado que este grupo apresenta excesso de uma proteína chamada Gas6, que seria utilizada pelo vírus para “enganar o organismo”. A descoberta abre caminho para o desenvolvimento de um remédio que possa evitar os casos mais graves da doença.

Segundo o cientistas, a Gas6 participa de um processo natural do corpo de eliminar células mortas sem provocar inflamação. É nela que o vírus se ligaria para passar despercebido durante a limpeza celular do organismo.

José Luiz Proença Módena, professor do Instituto de Biologia da Unicamp, explica que essa estratégia inibe a resposta que a célula teria contra o vírus, permitindo que ele se reproduza e provoque os quadros mais graves. Conhecer o caminho é o primeiro passo para combater a doença.

“Abre todo uma via de mecanismo de ação, que você pode formular drogas para inibir essa via de entrada silenciosa”, pontua Módena.

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Vírus da zika causa microcefalia em bebês, entre outras malformações — Foto: AP Photo/Felipe Dana

Os cientistas chegaram ao resultado depois de iniciar uma força-tarefa em 2016, em conjunto com outros centros de pesquisa do Brasil e do exterior. O resultado da descoberta foi publicado em uma revista científica internacional.

O vírus da zika é transmitido pelo mosquito aedes aegypti, o mesmo da dengue, e os casos da doença explodiram no Brasil em 2016 – naquele ano, cerca de 200 mil pessoas foram infectadas, com milhares de bebês nascendo com microcefalia. Neste ano, o país registra 2 mil casos de zika.

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