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Como o leite condensado virou alvo de disputas na gastronomia brasileira

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  • Rafael Tonon
  • De Porto (Portugal) para a BBC News Brasil

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Leite condensado chegou ao país há mais de um século e se tornou tradição em inúmeros doces brasileiros

Ele completou mais de 100 anos de Brasil, mas está longe de ser antigo ou estar datado. Popular, controverso e onipresente, foi alvo de uma polêmica recente por representar gastos de R$ 15,6 milhões pelo Governo Federal, ajudou a salvar a renda de muita gente na pandemia e está na mira de uma disputa por mais autenticidade na gastronomia brasileira.

O leite condensado, na verdade, chegou ao país em 1890, mas sua marca mais famosa, o Leite Moça, acaba de completar um século na mesa dos brasileiros — a contar da data da primeira fábrica da Nestlé no país, em 1921.

Nenhuma outra nação historicamente devotou tantas receitas a ele. Serviu primeiro como bebida (principalmente para bebês e primeira infância, o que hoje seria altamente contraindicado) para depois se tornar o ingrediente mais assíduo da doçaria brasileira — depois do açúcar, é claro.

Mas nem tudo é doce na história desse ícone nacional. “O leite condensado fez a nossa confeitaria ficar preguiçosa, cansativa e pasteurizada”, opina a confeiteira Joyce Galvão. “Pudim é zero brasileiro. Pavê é zero brasileiro. Só que ele foi tão agressivamente inserido na nossa realidade que esses doces passaram a ser tão presentes na nossa mesa que fomos deixando de lado outros doces, principalmente aqueles que exigem preparos mais delicados e demorados”, explica.

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