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Cúpula de Biden é marcada por Bolsonaro coadjuvante e crises com Rússia e China

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  • Mariana Sanches
  • Da BBC News Brasil em Washington

Crédito, EPA

Legenda da foto,

A Cúpula da Democracia foi planejada por Biden para recuperar imagem de liderança dos EUA

Planejada como um encerramento apoteótico do primeiro ano de Joe Biden à frente da Casa Branca e como o símbolo do retorno dos Estados Unidos ao posto máximo de liderança global, a Cúpula da Democracia promovida pelo presidente democrata essa semana tem sido eclipsada por múltiplas crises geopolíticas simultâneas.

O encontro, para o qual foram convidados 110 líderes mundiais, serviria para Biden galvanizar aliados em torno de si, em uma mostra do significado prático do lema do governo democrata: “America is Back”, ou os “EUA estão de volta”, em substituição ao “América First” (América primeiro”), de Donald Trump.

“Só que deu tudo errado. Biden tem uma visão binária de política externa e tentou polarizar democracias e autocracias. Mas, por um lado, nem os próprios americanos estão dispostos a defender a democracia como antes — inclusive com parte dos conservadores, como o comentarista da Fox Tucker Carlson, defendendo os interesses dos russos e atacando as eleições domésticas. Por outro, os aliados internacionais, como a Alemanha, demonstraram pouca disposição de se alinhar completamente aos americanos contra a China, por exemplo. Era um fiasco anunciado”, afirmou Mathias Alencastro, pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e professor de relações internacionais na UFABC.

Rússia rouba a cena

Em vez de se concentrar em receber os convidados que endossariam os valores que o governo americano quer espalhar pelo mundo, Biden passou a semana em gestões para conter seus dois principais antagonistas, Rússia e China, em duas frentes distintas que podem levar a conflitos militares.

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