“Dê uma chance à paz”
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Poucos minutos antes de o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciar o início de operações militares em solo ucraniano, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) havia começado Uma reunião para debater a crise.
E coube ao secretário-geral da ONU, António Guterres, abrir a cúpula, quando ainda adotou um discurso pela paz.
“Se uma operação está sendo preparada, eu só tenho uma coisa a dizer: do fundo do meu coração, pare as tropas. Dê uma chance à paz. Muitas pessoas já morreram. Não permita, em nome da humanidade, que essa guerra aconteça”, ponderou Guterres.
O secretário-geral destacou que o conflito não será trágico somente para a Ucrânia, “mas é pelo impacto que não conseguimos nem prever para as consequências da economia global, ainda mais após a pandemia”.
O apelo foi em vão. Logo depois, Putin fez o anúncio de guerra, ressaltando que a ação é resposta a ameaças vindas da Ucrânia, o que ele chamou de “intolerável”.
O russo acrescentou, ainda, que a Rússia não tem o objetivo de ocupar a Ucrânia, mas responsabilizou o país vizinho por qualquer possível “derramamento de sangue”.
Veja:
🚨 Ao anunciar operação militar, Vladimir Putin diz: “quem pensar em intervir e tentar nos parar, saiba que a resposta russa será imediata e levará a consequências nunca vistas”.
Presidente russo disse que responsabilidade por ‘derramamento de sangue’ será do governo ucraniano. pic.twitter.com/V3PFwfjO6H
— Metrópoles (@Metropoles) February 24, 2022
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***foto-estatua-lenin-união-soviética-russiaA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito iminenteAgustavop/ Getty Images
***desenho-mapa-russia-eurasia-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***foto-bandeira-ucrania-em-monumentoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-discursa-bandeira-chinaO presidente russo, Vladimir PutinAndre Borges/Esp. Metrópoles
***kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-a-noiteUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***foto-bandeira-russia-ceu-brilhandoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e planeja invadir o território ucraniano antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, segundo informações do jornal americano The New York TimesKutay Tanir/Getty Images
***céu-aviões-militares-nevoa-rastroPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-de-frente-falaApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***foto-kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-pessoasAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito iminente é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***foto-azulado-praça-vermelha-neve-soldado-kremlin-governo-russo-moscouDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito iminente teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Perda catastrófica de vidas
Logo após o anúncio de guerra contra a Ucrânia, o presidente dos EUA, Joe Biden, divulgou pronunciamento pelo site da Casa Branca onde condenou o que chamou de “ataque não provocado e injustificado”.
“As orações de todo o mundo estão com o povo da Ucrânia nesta noite”, disse o norte-americano. “O presidente Putin escolheu uma guerra premeditada que trará uma perda catastrófica de vidas e sofrimento humano”.
Segundo Biden, a Rússia será a única responsável pelas mortes e destruição provocadas pelo ataque à Ucrânia e ameaçou: “Os Estados Unidos e seus aliados e parceiros responderão de forma unida e decisiva. O mundo responsabilizará a Rússia”.
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