Em meio à ameaça da Rússia, Ucrânia reafirma desejo de entrar na Otan
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A crise entre a Rússia e a Ucrânia tem atingido níveis de tensão que deixam o planeta atento ao que tem acontecido no leste europeu. O imbróglio começou pelo desejo ucraniano de entrar na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos, o que gerou insatisfação no governo russo.
Apesar das ameaças de invasão e da intensificação das atividades militares na fronteira, a Ucrânia reafirmou nesta segunda-feira (14/2) a intenção de fazer parte do grupo que reúne 30 países.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que remota ao século 19 pode explicar o conflito iminenteAgustavop/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA localização estratégica da Ucrânia entre a Rússia e a parte oriental da Europa tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***russia-ucrania-conflitoPor essa razão, a aproximação da Ucrânia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) acendeu o alerta de Vladimir Putin, presidente da Rússia, e desencadeou a reação militarAndre Borges/Esp. Metrópoles
***russia-ucrania-conflitoUma das exigências de Putin, portanto, é que o ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan com os ucranianos é uma ameaça à segurança do paísPoca/Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e planeja invadir o território ucraniano antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, segundo informações do jornal americano The New York TimesKutay TanirGetty Images
***russia-ucrania-conflitoPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no leste europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***russia-ucrania-conflitoApesar de ter ganho os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, possuem velha disputa por territórioAFP
***russia-ucrania-conflitoAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito iminente é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Criméia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito iminente teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoApesar de o Brasil não ter laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, minimizou o descontentamento russo e garantiu que o país continuará as negociações para o ingresso.
“Hoje, muitos jornalistas e muitos líderes estão sugerindo um pouco à Ucrânia de que é possível não correr riscos, não levantar constantemente a questão da futura adesão à aliança, porque esses riscos estão associados à reação da Federação Russa”, afirmou Zelenskiy, após conversa com o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz.
O líder ucraniano ressaltou. “Acredito que devemos seguir no caminho que escolhemos”, finalizou.
Entenda
Este é o momento mais tenso da disputa entre os dois países. A tensão teve início com a exigência do governo russo de que o Ocidente não aceite a adesão da Ucrânia à Otan.
Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).
Nesta segunda-feira (14/2), o chanceler alemão, Olaf Scholz (foto em destaque), visitou Kiev, capital da Ucrânia, e fez novos alertas contra a Rússia. Ele foi recebido pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy. Os líderes conversaram por duas horas.
“Continuaremos a ajudar a Ucrânia a continuar essa operação política [de evitar a invasão] nesse momento. Trabalhamos de forma confidencial e também com a Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte]”, afirmou.
Ameaças
Na terça-feira (15/2), Scholz vai se reunir com o presidente russo, Vladmir Putin. O entendimento da Alemanha é que a atividade militar na fronteira significa uma ameaça. A Rússia cercou a Ucrânia em três pontos.
Na sexta-feira (11/2), a rede pública americana PBS News informou que Putin havia decidido pela invasão e já teria comunicado seu veredito às Forças Armadas.
Na tentativa de evitar a invasão da Ucrânia, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ameaçou o presidente russo, Vladmir Putin, com “sanções severas”.
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Fonte Notícia
