EUA vai impor sanções se Rússia invadir Ucrânia, diz vice-presidente
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Em discurso na Conferência de Segurança de Munique neste sábado (19/2), a vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, afirmou que o país deve impor sanções econômicas à Rússia em caso de nova invasão à Ucrânia.
Em meio à crise entre as nações e ao temor pela possibilidade de guerra, Harris pontuou que o país chefiado por Vladimir Putin cria “falsos pretextos” para invadir a Ucrânia.
“A Rússia pode criar falsos pretextos para a invasão da Ucrânia. Vemos a Rússia disseminando desinformação. Mas vamos expor a verdade, em primeiro lugar”, pontuou.
Durante o duro discurso, a vice-presidente fez ameaças. Alertou que, caso a Rússia invada a Ucrânia outra vez, os EUA devem impor “sanções econômicas sem precedentes”.
“Se a Rússia invadir a Ucrânia novamente, vamos impor sanções econômicas sem precedentes contra a Rússia. Essas sanções serão rápidas, severas, unidas e de longo alcance”, ressaltou a vice-presidente.
De acordo com HArris, o foco serão as instituições financeiras e as principais indústrias russas. “Estamos prontos para responder a uma possível invasão.”
Rússia x Ucrânia: entenda conflito entre países que já foram uma nação
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito iminenteAgustavop/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***russia-ucrania-conflitoO presidente russo, Vladimir PutinAndre Borges/Esp. Metrópoles
***russia-ucrania-conflitoUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***russia-ucrania-conflitoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e planeja invadir o território ucraniano antes do fim da Olimpíada de Inverno de Pequim, segundo informações do jornal americano The New York TimesKutay TanirGetty Images
***russia-ucrania-conflitoPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***russia-ucrania-conflitoApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***russia-ucrania-conflitoAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito iminente é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito iminente teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Tensão
A instabilidade entre as nações se dá, sobretudo, em razão de a Rússia querer barrar a entrada da Ucrânia na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que é liderada pelos Estados Unidos.
Na terça (15/2), a Rússia anunciou a retirada de parte dos militares posicionados na fronteira com a Ucrânia, mas não informou o número de soldados. De acordo com o governo norte-americano, mais de 100 mil soldados estão nas áreas fronteiriças.
No entanto, na sexta-feira (18/2), a agência Interfax divulgou que Putin vai supervisionar exercícios militares com armas nucleares neste sábado (19/2). Aleksandr Lukashenko, presidente da Bielorrússia, também participará da ação.
Além disso, em pronunciamento na sexta-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que tem “razões para acreditar que as forças russas pretendem atacar a Ucrânia nos próximos dias”. A invasão ocorreria na capital ucraniana, Kiev.
“Se a Rússia seguir adiante, será responsável por uma escolha catastrófica”, declarou o presidente norte-americano. Biden também disse que os russos têm fabricado notícias falsas sobre supostas intenções ucranianas de invasão.
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