Igreja Católica na França pode ser responsável por mais de 300 mil casos de abuso
[ad_1]
Um levantamento da Comissão Independente sobre Abuso Sexual na Igreja (Ciase, na sigla em francês) apontou que a Igreja Católica da França, e fieis, podem ser responsáveis por mais de 300 mil caso de abuso sexual, desde 1950. Só de membros de autoria de membros do clero, foram cerca de 216 mil casos.
O presidente da Ciase, Jean-Marc Sauvé, entregou, nesta terça-feira (5/10), o documento elaborado em quase 3 anos e contendo 2,5 mil páginas, ao chefe da Conferência dos Bispos da França, Eric de Moulins-Beaufort.
“As consequências são muito graves. Cerca de 60% dos homens e mulheres abusados sexualmente encontram grandes problemas em sua vida sentimental ou sexual”, afirmou Sauvé em entrevista coletiva. A maioria das vítimas, segundo o levantamento, foram crianças de 10 a 13 anos, em sua maioria, do sexo masculino.
Entre os abusadores, estiveram cerca de 3 mil padres e religiosos, que em sua maioria já morreram, outra maioria dos crimes já prescreveu. Apenas 22 dos casos foram encaminhados para o Ministério Público da França para que sejam investigados.
Os casos antigos, mas que envolvem pessoas que ainda estão vivas também serão investigados.
“Às vezes, os oficiais da Igreja não denunciavam (abusos sexuais) e até mesmo expunham as crianças a riscos ao colocá-las em contato com os abusadores. Nós consideramos que a Igreja tem uma dívida para com as vítimas”, salientou Sauvé.
Já o presidente da Conferência dos Bispos da França disse que está “horrorizado” com as revelações do relatório e, na ocasião, também pediu perdão às vítimas. “Desejo pedir perdão, perdão a cada um de vocês”, disse o religioso, que assegurou que a instituição tomará providências acerca dos casos.
Relatório
O relatório foi encomendado, em 2018, pela própria Conferência dos Bispos da França e intitulado como “Violência sexual na Igreja Católica – França, 1950-2020”. O pedido para que o relatório fosse feito, se deu, principalmente, pela pressão sofrida pela igreja em relação aos abusos sexuais que vieram à tona ao longo dos anos.
Para a análise, foram ouvidos 6.500 relatos de vítimas ou parentes e amigos de vítimas dos religiosos por cerca de 17 meses. Em seguida, quase 250 interrogatórios e, por fim, uma averiguação minuciosa aos arquivos da igreja, artigos da imprensa e relatórios dos ministérios da Justiça.
[ad_2]
Fonte Notícia
