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Insultos a mulheres no parto são ‘ponta do iceberg’ da violência obstétrica no Brasil, diz médica

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  • Paula Adamo Idoeta
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Violências como insultos ou procedimentos médicos nem sempre necessários podem transformar partos em ‘experiência traumática’, diz pesquisdora do tema

Insultos verbais e humilhações vividos por mulheres durante o parto são “a ponta do iceberg” de uma série de intervenções e procedimentos nem sempre necessários, às vezes feitos sem consentimento da paciente e em certos casos invasivos que caracterizam a violência obstétrica no Brasil, diz a médica e estudiosa do tema Melania Amorim.

Palavras “cruéis” ouvidas por mulheres ao dar à luz vão desde a insistência para ela fazer força quando não consegue fazê-lo até “cala boca senão seu bebê vai nascer surdo”, “na hora de fazer (o filho) não gritou” ou “cala a boca ou você vai acabar matando o seu bebê”, relata a médica, que é professora de ginecologia e obstetrícia da Universidade Federal de Campina Grande e coautora de diretrizes nacionais relacionadas a procedimentos obstétricos.

Essas violências, segundo ela, transformam partos, mesmo sem intercorrências graves, em “experiências traumáticas”, com sequelas físicas e psicológicas para mulheres.

O tema da violência obstétrica veio à tona nesta semana por conta de áudios e vídeos vazados da influenciadora Shantal Verdelho, que deu à luz, em setembro, em um parto realizado pelo médico Renato Kalil – agora sob investigação do Conselho Regional de Medicina paulista.

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