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Iraque: a guerra que espalhou violência e crises pelo mundo

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Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

O bombardeio do Iraque por forças dos EUA marcou o início da guerra contra o regime de Saddam Hussein

Para muitos, foi uma guerra sem motivo. Em março de 2003, forças dos Estados Unidos e do Reino Unido iniciaram a Guerra do Iraque com um principal objetivo declarado: tomar e destruir as armas de destruição em massa do regime de Saddam Hussein.

Após bombardear o Iraque, iniciando o que o governo americano batizou de Operação Liberdade Iraquiana, os dois países ocuparam o território iraquiano. Não encontraram, entretanto, as tais armas de destruição em massa. Os governos americano e britânico tiveram de aceitar que Saddam Hussein dissera a verdade quando alegou não possuir os armamentos. O principal motivo da guerra não existia.

É possível afirmar que a Guerra do Iraque foi a mais importante do século 21. Envolveu duas grande potências mundiais contra um influente país árabe localizado no coração do Oriente Médio. Outras grandes potências e manifestantes no mundo todo tentaram impedi-la, sem sucesso. O conflito durou oito anos, entre a invasão em 2003 e a saída das últimas tropas de combate dos Estados Unidos, em 2011. A guerra facilitou o fortalecimento ou surgimento de grupos armados, considerados como terroristas por países ocidentais, e gerou grande ressentimento contra o Ocidente em boa parte das populações árabe e muçulmana.

Causas da guerra

Para entender as origens do conflito, é preciso voltar à década de 1980. Entre 1980 e 1988, os vizinhos Irã e Iraque disputaram uma guerra que deixou cerca de 2 milhões de mortos, segundo algumas estimativas. Na Guerra Irã-Iraque, o governo iraquiano, comandado pelo presidente Saddam Hussein, recebeu o apoio de potências ocidentais, interessadas em enfraquecer o regime iraniano. O motivo: em 1979, a revolução que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi, do Irã, levou à implantação de uma república islâmica xiita no país.

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