Metade dos jovens brasileiros avalia sua saúde mental como “muito ruim”

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Setembro é o mês dedicado à prevenção do suicídio em todo o mundo. Em alusão ao tema, a Pfizer e a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA) divulgaram, nesta terça (1/9), dados de uma pesquisa sobre saúde mental na pandemia que lança um olhar mais atencioso aos jovens.

De 2 mil entrevistados em cinco estados brasileiros (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Bahia), 50% dos entrevistados na faixa etária entre 18 e 24 anos consideraram a própria saúde mental como “muito ruim”. Os sintomas mais frequentes listados foram tristeza (42%), insônia (38%), medo (36%) e crises de choro (21%).

Segundo o psiquiatra do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo e pesquisador do departamento de Psiquiatria da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp), Michel Haddad, a depressão e a ansiedade têm avançado no país e no mundo durante a pandemia, sobretudo em pessoas de 18 a 24 anos.

Os pesquisador fez um alerta para que as famílias estejam atentas a mudanças de comportamento dos mais jovens. “É preciso saber diferenciar uma tristeza, que pode ser passageira, com o início de uma depressão ou uma situação em que o jovem possa atentar contra o próprio corpo ou contra a vida”, explicou.

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De acordo com ele, é necessário observar se a normalização da tristeza não está ocasionando prejuízos funcionais na rotina dos mais jovens ou provocando um desânimo capaz de afastá-los de situações que lhes eram prazerosas.

Tema ainda tabu
O levantamento mostrou que 63% dos entrevistados, ao perceberem que poderiam estar com a saúde mental comprometida, não procuraram ajuda profissional. Isso indica que ainda há grande resistência de tratar os problemas de natureza psíquica como questões de saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o campeão mundial em casos de transtorno de ansiedade e ocupa o segundo lugar em transtornos depressivos, que podem levar os indivíduos a tirarem a própria vida. A estimativa da Organização é de que, em 2030, a depressão seja a principal doença incapacitante do mundo.

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