Ministro da Educação diz que “encheram” Brasil de universidades
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Em evento evangélico realizado em Brasília na tarde desta terça-feira (5/10), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, que é pastor evangélico, criticou o número de universidades públicas criado em governos anteriores, sinalizando que há um excesso de instituições de ensino superior.
Seguindo o programa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o ministro defendeu que o alicerce na educação brasileira deve ser o nível básico, com foco na alfabetização.
“O alicerce na educação é a alfabetização. Como é que se pode imaginar alguém construir uma casa começando pelo telhado? Quando falo em universidade, como falam que foi democratizada, encheram de telhados, esqueceram do alicerce. O que nós temos hoje: jovens que são analfabetos funcionais, não entendem o que leem”, disse o ministro.
Segundo o ministro, a maior parte das instituições de ensino superior precisa dar um reforço aos alunos. “Meninos que chegam para fazer engenharia sem saber regra de três. Essa é a situação, esse é o quadro”, criticou.
Milton Ribeiro e outros ministros de Estado participam do “Simpósio Cidadania Cristã”, promovido pela Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab). O evento é realizado na Igreja Batista Central, em Brasília e deve contar ainda com a presença do presidente Bolsonaro.
Críticas ao PT
Na fala desta terça-feira, Milton Ribeiro disse ainda que governos anteriores, mesmo com educadores e pessoas celebradas pelo mundo acadêmico à frente da pasta da Educação, conseguiram “colocar o nível da educação pública brasileira num nível tão ruim”.
O ministro, que está no governo federal desde julho de 2020, já atribuiu aos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) a qualidade da educação brasileira.
Para ele, os governos que antecederam a gestão de Bolsonaro deixaram “uma herança ruim” ao país. “Tivemos 20 anos de governo de esquerda que levaram o país a essa situação. Eu estou colhendo frutos. Estou me esforçando em um ano de pandemia, com poucos recursos. Parece que o governo Bolsonaro é essa terra arrasada”, destacou ele em setembro deste ano, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.
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