Poluição por microplásticos aumenta resistência humana a antibióticos
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Microplásticos gerados a partir de resíduos, como a embalagem de isopor que transporta o lanche pedido para entrega daquele seu restaurante preferido, provavelmente vão contribuir para a resistência da população aos antibióticos. A afirmação é de cientistas da Escola de Engenharia George R. Brown da Rice University, em estudo revisado por especialistas e publicado no Journal of Hazardous Materials.
Segundo a pesquisa, o poliestireno descartado indiscriminadamente por todo o planeta, dividido em microplásticos, fornece um lar aconchegante não apenas para micróbios e contaminantes químicos, mas também para materiais genéticos flutuantes que entregam às bactérias o “dom da resistência”.
Uma imagem de microscopia fluorescente mostra fagos adsorvidos por microplásticos. Pesquisadores da Rice University e seus colegas descobriram que plásticos de lixiviação química atraem bactérias e outros vetores e os tornam suscetíveis a genes resistentes a antibióticosAlvarez Research Lab/Rice University
microplástico 002Microplásticos encontrados no campo vistos sob um microscópio de luzPhoto Flinders University
microplástico 001Uma pesquisa comparou uma variedade de cabos sintéticos comumente usados na indústria marítimaUniversidade de Plymouth
Microplásticos de tecidos podem inibir recuperação das vias aéreasHomem em praia poluídaMonty Rakusen via Getty Images
Microplásticos de tecidos podem inibir recuperação das vias aéreasEurope, UK, London, 2018: View Of Nylon Webbing Tow Strap (Rated 14 Tons)Kypros via Getty Images
Microplásticos de tecidos podem inibir recuperação das vias aéreasTartaruga nadando no mar poluídocanaran via iStock
Microplásticos de tecidos podem inibir recuperação das vias aéreasFish and plastic pollution in sea. Microplastics contaminate seafood. Animals in the sea cannot live.Carmen Martínez Torrón via Getty Images
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Gene plástico
O estudo descreveu como o envelhecimento ultravioleta dos microplásticos no ambiente os torna plataformas adequadas para genes resistentes a antibióticos (ARGs). Esses genes são protegidos por cromossomos bacterianos, fagos e plasmídeos, todos vetores biológicos e, como resultado, eles podem espalhar resistência aos antibióticos nas pessoas, reduzindo sua capacidade de combater infecções.
Liderado pelo engenheiro civil e ambiental de Rice, Pedro Alvarez, o estudo, que teve a colaboração de pesquisadores na China e na Universidade de Houston, também mostrou que a lixiviação do plástico à medida que envelhece aumenta a suscetibilidade dos vetores à transferência horizontal de genes, através da qual a resistência se espalha.
“A disseminação aprimorada da resistência aos antibióticos é um impacto potencial, mas negligenciado (quando se fala) da poluição dos microplásticos”, disse Alvarez.
Sinergia perigosa
Os pesquisadores descobriram que os microplásticos (100 nanômetros a cinco micrômetros de diâmetro) envelhecidos pela parte ultravioleta da luz solar têm áreas de superfície altas, que prendem os micróbios.
À medida que os plásticos se degradam, eles também lixiviam os produtos químicos da despolimerização que rompem as membranas dos micróbios, dando aos ARGs a oportunidade de invadir.
Eles observaram que as superfícies microplásticas podem servir como locais de agregação para bactérias suscetíveis, acelerando a transferência de genes ao colocar as bactérias em contato umas com as outras e com produtos químicos liberados.
Essa sinergia é capaz de enriquecer as condições ambientais favoráveis à resistência aos antibióticos, mesmo na ausência de antibióticos, de acordo com o estudo.
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