Por que para algumas pessoas é geneticamente mais difícil ser feliz

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  • Jolanta Burke
  • The Conversation*

Crédito, Getty Images

A indústria de autoajuda está crescendo rapidamente, alimentada pela pesquisa em psicologia positiva – o estudo científico do que faz com que as pessoas prosperem. Ao mesmo tempo, os índices de ansiedade, depressão e automutilação continuam a disparar no mundo todo. Então, será que estamos fadados a ser infelizes, apesar desses avanços da psicologia?

Segundo um texto influente, publicado na revista Review of General Psychology em 2005, 50% da felicidade das pessoas é determinada por seus genes, 10% depende das circunstâncias, e 40% de “atividade intencionais” (basicamente, se você é uma positiva ou não). Essa chamada “pizza da felicidade” coloca os especialistas em psicologia positiva no comando, permitindo que eles decidam sobre a trajetória de felicidade das pessoas (embora a mensagem implícita é que, se você é infeliz, a culpa é sua).

A “pizza da felicidade” foi amplamente criticada porque era baseada em presunções sobre genética que foram desacreditadas. Por décadas, pesquisadores de genética comportamental realizaram estudos com gêmeos e estabeleceram que entre 40% e 50% da variação da sua felicidade era explicada pela genética, o que explica por que esse percentual aparecia na “pizza da felicidade”.

Geneticistas comportamentais usam uma técnica de estatística para estimar os componentes genéticos e ambientais baseados nos laços familiares – por isso o uso de gêmeos em seus estudos. Mas esses dados presumem que ambos gêmeos idênticos e fraternais vivenciam o mesmo ambiente quando estão crescendo juntos – uma suposição que realmente não se sustenta.



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