Presidente da Ucrânia diz que país “não vai entregar sua liberdade”
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Logo depois de o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar o início das operações militares no leste da Ucrânia, o mandatário ucraniano fez pronunciamento e pediu apoio de todos os militares e da população. Disse que está distribuindo armas para que todos possam se defender. Volodymyr Zelensky (foto em destaque) ressaltou ainda que o país “não vai entregar sua liberdade”.
“Essa manhã é histórica. Protestem contra essa guerra”, frisou. Ataques foram registrados em cidades de todo o país, segundo os primeiros relatos. O governo ucraniano afirma que a invasão não se resume às regiões separatistas de Donetsk e Luhansk, reconhecidas pela Rússia na segunda-feira (22/2).
Tanques das forças ucranianas se movem após a operação militar da Rússia em 24 de fevereiro de 2022, em Chuhuiv, Kharkiv Oblast, UcrâniaWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
Engarrafamento em 23 de fevereiro de 2022 em Kiev, Ucrânia. O país se preparou para declarar estado de emergência e pediu aos reservistas que voltassem à ativa em resposta a uma ameaça iminente de invasão russa. Na segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as regiões separatistas da Ucrânia no leste como repúblicas independentes, enviando forças russas para realizar uma “função de manutenção da paz”. A medida provocou uma onda de sanções dos EUA, União Europeia e governos aliadosEngarrafamento em 23 de fevereiro de 2022 em Kiev, Ucrânia. O país se preparou para declarar estado de emergência e pediu aos reservistas que voltassem à ativa em resposta a uma ameaça iminente de invasão russa. Na segunda-feira, o presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu as regiões separatistas da Ucrânia no leste como repúblicas independentes, enviando forças russas para realizar uma “função de manutenção da paz”. A medida provocou uma onda de sanções dos EUA, União Europeia e governos aliadosPierre Crom/Getty Images
Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022Tanques militares russos e veículos blindados avançam em Donetsk, Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022Stringer/Agência Anadolu via Getty Images
PRZEMYSL, POLÔNIA – 24 DE FEVEREIRO: Cidadãos ucranianos carregam malas ao sair de um trem que chega de Odessa via Lviv na estação ferroviária principal de Przemysl em 24 de fevereiro de 2022 em Przemysl, Polônia. Da noite para o dia, a Rússia iniciou um ataque em larga escala à Ucrânia, com explosões relatadas em várias cidades e muito fora das regiões orientais inquietas mantidas por rebeldes apoiados pela RússiaCidadãos ucranianos carregam malas ao sair de um trem que chega de Odessa via Lviv na estação ferroviária principal de Przemysl em 24 de fevereiro de 2022 em Przemysl, Polônia. Da noite para o dia, a Rússia iniciou um ataque em larga escala à Ucrânia, com explosões relatadas em várias cidades e muito fora das regiões orientais inquietas mantidas por rebeldes apoiados pela RússiaOmar Marques/Getty Images
Vuglegirsk, Ucrânia – 18 de fevereiro: rebeldes pró-russos disparam foguetes de artilharia em direção a Debaltseve em 18 de fevereiro de 2015, perto de Vuglegirsk, Ucrânia. As tropas ucranianas foram forçadas a recuar de Debaltseve após os combates contínuos enquanto os combatentes rebeldes avançam para a cidade, apesar do recente acordo de cessar-fogoVuglegirsk, Ucrânia – 18 de fevereiro: rebeldes pró-russos disparam foguetes de artilharia em direção a Debaltseve em 18 de fevereiro de 2015, perto de Vuglegirsk, Ucrânia. As tropas ucranianas foram forçadas a recuar de Debaltseve após os combates contínuos enquanto os combatentes rebeldes avançam para a cidade, apesar do recente acordo de cessar-fogoPierre Crom/Getty Images
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A invasão russa ocorreu na madrugada desta quinta-feira (24/2), horário de Brasília. Logo em seguida, as sirenes da capital Kiev começaram a tocar. O som foi o primeiro alerta à população de um possível ataque aéreo. O aeroporto da cidade foi esvaziado e teve os voos suspensos.
Poucas horas depois, sinais de contra-ataque começaram a surgir, e a imprensa internacional noticia possível reação ucraniana contra a operação militar liderada por Vladimir Putin.
Segundo a agência de notícias Reuters, militares da Ucrânia afirmaram ter abatido cinco aviões russos, além de um helicóptero, na região de Luhansk, um dos dois territórios separatistas da Ucrânia. O Ministério da Defesa da Ucrânia confirmou, mediante redes sociais, a ação. Já a Rússia, por meio da agência de notícias RIA, negou a informação.
Há informações não oficiais de pelo menos sete mortos.
Em discurso televisionado, Putin disse que a ação é resposta a ameaças vindas da Ucrânia, o que ele chamou de “intolerável”. Acrescentou, ainda, que a Rússia não tem o objetivo de ocupar a Ucrânia, e responsabilizou o país vizinho por qualquer possível “derramamento de sangue”.
“Simplesmente não nos deram outra opção para defender a Rússia e o nosso povo além daquela que usaremos hoje”, disse, sem precisar a magnitude da operação. E ameaçou demais países: “Quem tentar interferir, a resposta da Rússia será imediata“.
O presidente da Ucrânia anunciou lei marcial após o início da invasão militar russa. Trata-se de uma norma que um governo implanta para substituir todas as leis e autoridades civis por leis militares.
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