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Putin promete reação a sanções; Rússia diz que impediu ato terrorista

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O presidente russo, Vladmir Putin (foto em destaque), prometeu “respostas” às sanções econômicas impostas pela comunidade internacional na tentativa de se evitar um conflito armado entre a Rússia e a Ucrânia. A reação ocorre após um movimento em cadeia da União Europeia e dos Estados Unidos na terça-feira (22/2).

“Que não haja qualquer dúvida: haverá uma resposta forte a essas sanções, não necessariamente simétricas, mas bem calculadas e dolorosas para os Estados Unidos”, declarou o Ministério das Relações Exteriores russos em um comunicado publicado nesta quarta-feira (23/2).

Em pronunciamento no Kremlin, sede do governo russo, Putin voltou a afirmar que está disposto a negociar uma solução diplomática para a crise geopolítica, desde que sejam respeitados os “interesses e a segurança russos”, que são “inegociáveis”.

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Na terça-feira, o presidente americano, Joe Biden, anunciou o bloqueio de dois bancos russos — um deles é militar, o que impede que a Rússia venda títulos no mercado internacional —, além de restrições para políticos e seus familiares.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou que o continente está preparado para aplicar sanções econômicas contra a Rússia e as regiões separatistas da Ucrânia. Essa é mais uma tentativa de evitar um embate no Leste Europeu.

“É inaceitável o que a Rússia está fazendo. Fere a soberania internacional e da Ucrânia. Estamos unidos para punir a Rússia. Essa é uma resposta para as atitudes do Kremlin”, alertou.

Na mesma esteira, Alemanha, França e Reino Unido anunciaram restrições econômicas contra Putin. Na prática, essa é uma tentativa de isolar o presidente russo, de forma que ele fique sem condições de realizar um ataque.

Crise em escalada

A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), entidade militar liderada pelos Estados Unidos.

Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança. Os laços entre Rússia, Belarus e Ucrânia existiam desde antes da criação da União Soviética (1922-1991).

Nos últimos dias, a crise aumentou. A Rússia enviou soldados para a fronteira com a Ucrânia, reconheceu duas regiões separatistas ucranianas como repúblicas independentes e tem intensificado as atividades militares. A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, quando anexou a Crimeia ao seu território.

A Ucrânia pediu mais armas aos países do Ocidente, sob o argumento de defesa contra a Rússia. Além disso, convocou militares reservistas e liberou porte de armas a civis.

Putin, por sua vez, acusa os ucranianos de desenvolverem armas nucleares, o que colocaria a segurança de Moscou em risco.

Ato terrorista frustrado

O serviço de segurança da Rússia (FSB, na sigla russa), informou nesta quarta-feira que frustrou “um ato de terrorismo” na Crimeia e prendeu seis cidadãos russos que disse serem partidários de um grupo extremista ucraniano, informou a agência de notícias RIA.

O FSB disse que também tinha apreendido componentes para fabricar dispositivos explosivos, informou a RIA. O governo russo prometeu divulgar outras informações do caso durante a tarde desta quarta-feira.

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Fonte Notícia