Que saúde! Aos 71 anos, dona Lalá pratica crossfit diariamente
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Burpee, hang, emon, heron wod, pull up, clean. Esses são alguns dos termos que os praticantes de crossfit usam no dia a dia até em conversas que não são sobre o esporte. O universo de palavras, estranho para os não crossfiteiros, faz parte, há oito anos, do vocabulário da aposentada Alayde dos Anjos.
Aos 71 anos, dona Lalá, como é conhecida entre os mais próximos, treina a modalidade em uma academia do Guará. O esporte requer condicionamento físico, mobilidade e disposição. E todos os três, a aposentada tem de sobra.
“Pratico esportes desde os 25 anos de idade. Comecei com a natação, fui pro spinning e agora faço crossfit e caminhada. Consigo realizar quase todos os movimentos, gosto de pegar peso e de tudo mais, menos de ficar de cabeça para baixo”, comenta a crossfiteira, se referindo à técnica chamada de Hand Stand Push Up.
A primeira vista, o crossfit pode parecer um esporte agressivo para uma senhora. Alguns profissionais da área de saúde, inclusive, não o recomendam por conta dos riscos de lesões nos joelhos, nas articulações e na coluna. Dona Lalá, no entanto, não se intimida.
“Não tenho nenhuma recomendação médica que me afaste do crossfit. Nunca senti dor no joelho e nem na coluna. Depois da pandemia, passei apenas a treinar com mais tranquilidade e com mais calma”, conta.
A aposentada faz atividades físicas por pelo menos uma hora diariamente e a disposição dela chama atenção na academia.
Alayde dos Anjos tem 71 anosGustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (2)Ela malha diariamente em uma academia do GuaráGustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (3)Dona Lalá, como é conhecida, afirma ser “viciada” em atividades físicasGustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (4)Especialistas explicam que o crossfit traz benefícios para a terceira idadeGustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (5)É importante, no entanto, fazer acompanamento médico e ser supervisionado por um educador físicoGustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (6)Gustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (7)Gustavo Moreno/especial Metrópoles
Dona Lalá crossfit (8)Gustavo Moreno/especial Metrópoles
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Limite da dor
O ortopedista Quintino Castro, do IBphysical, afirma que não há contraindicações para a prática do crossfit na terceira idade. No entanto, a avaliação médica e o acompanhamento periódico são fundamentais. “Antes de iniciar a prática de qualquer esporte é necessário passar por uma avaliação médica, inicialmente com um cardiologista e, em seguida, com um ortopedista”, explica o especialista.
A regra de ouro para os adeptos – sejam eles de qualquer idade – é respeitar o limite é a dor. Quando ela acontece no momento do exercício, é preciso avaliar minuciosamente o movimento para entender o que está acontecendo. “O praticante deve ser acompanhado por um profissional capacitado, que lhe auxilie nesta avaliação”, detalha o médico.
Segundo o ortopedista, o crossfit fortalece a musculatura e as articulações mais estáveis, prevenindo desgastes. Se mal feito, no entanto, pode causar lesões ligamentares, musculares e até ósseas.
Longevidade
A prática de atividades físicas traz muitos benefícios para os idosos. De acordo com a coordenadora de Geriatria do Hospital Santa Lúcia, Priscilla Mussi, os atletas da terceira idade têm melhoras consideráveis no sistema imunológico e cardiovascular.
“A prática de exercícios físicos na terceira idade, além de evitar doenças como ansiedade e depressão, diminui a ocorrência de casos de hipertensão, oesteoporose e até câncer. Idosos que se exercitam praticam mais o equilíbrio, evitando, assim, as quedas, muito frequentes na faixa etária. Também dormem melhor e bebem mais água”, explica Mussi.
E nunca é tarde para começar. Segundo a especialista, estudos indicam que quem começou a praticar atividade física já na terceira idade e se exercita por, pelo menos, três vezes por semana, aumenta a expectativa de vida em pelo menos cinco anos. Já os que são adeptos de atividades físicas desde a juventude, podem viver até 12 anos a mais do que seus contemporâneos sedentários.
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