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Quem quer ser ‘imortal’? Os bastidores das eleições na Academia Brasileira de Letras

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  • André Bernardo
  • Do Rio de Janeiro para a BBC News Brasil

Crédito, Acervo ABL

Legenda da foto,

A ABL foi fundada em 1897

Em 1940, o poeta Manuel Bandeira (1886-1968) tentou ingressar na Academia Brasileira de Letras (ABL). Como manda o protocolo, redigiu carta ao então presidente da casa, o historiador Celso Vieira (1878-1954), se declarando candidato à sucessão de Luiz Guimarães Filho (1878-1940).

Quando soube da decisão de Bandeira, Menotti Del Picchia (1892-1988) retirou sua candidatura. Com isso, sobrou, apenas, Oswald de Andrade (1890-1954). Contados os votos, Bandeira ganhou de lavada: 21 a um. Há controvérsia sobre quem teria votado em seu oponente: se Cassiano Ricardo (1895-1974) ou Guilherme de Almeida (1890-1969).

“Nesse ano, Oswald de Andrade chamou a academia de ‘asilo de impotentes'”, escreveu Daniel Piza (1970-2011) no livro Academia Brasileira de Letras – Histórias e Revelações (2003). “Certamente, sua pouca aceitação vinha de sua língua bipartida”.

Em 1980, outro poeta, Mário Quintana (1906-1994), também tentou a sorte. Encorajado pelo Prêmio Machado de Assis, que recebera um ano antes pelo conjunto da obra, anunciou sua candidatura à vaga aberta pela morte de Otávio de Faria (1908-1980).

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