“Rússia vai bombardear grandes cidades hoje”
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A Ucrânia denunciou que o Exército russo tem planos de executar um múltiplo bombardeio em grandes cidades na noite desta sexta-feira (4/3). Os negociadores que tentam chegar a um acordo de cessar-fogo admitiram que é difícil estabelecer, com a Rússia, uma pausa nos ataques.
Os representantes foram categóricos: “Rússia vai bombardear grandes cidades hoje”, informou o representante na manhã desta sexta. Os representantes russos e ucranianos farão uma terceira reunião nesta tarde na tentativa de um cessar-fogo.
Outra interlocutora acrescentou: “As pessoas vão continuar a morrer, com crianças vítimas. Isso não pode continuar”.
Os negociadores falaram que os russos estão devastando todas as cidades do país e que isso “já seria uma terceira guerra mundial”.
Segundo os ucranianos, a tática russa tem sido sitiar as cidades, executar bombardeios massivos e cercá-las para impedir que comida e remédios cheguem. “A Rússia está guerreando contra a população civil”, alertaram.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerraAnastasia Vlasova/Getty Images
***foto-estatua-lenin-união-soviética-russiaA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito Agustavop/ Getty Images
***desenho-mapa-russia-eurasia-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***foto-bandeira-ucrania-em-monumentoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-discursa-bandeira-chinaPercebendo o interesse da Ucrânia em integrar a Otan, que é liderada pelos Estados Unidos, e fazer parte da União Europeia, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, ameaçou atacar o país caso os ucranianos não desistissem da ideiaAndre Borges/Esp. Metrópoles
***kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-a-noiteUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***foto-bandeira-russia-ceu-brilhandoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiroKutay Tanir/Getty Images
***céu-aviões-militares-nevoa-rastroPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-de-frente-falaApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***foto-kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-pessoasAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***foto-azulado-praça-vermelha-neve-soldado-kremlin-governo-russo-moscouDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoO conflito, iniciado em 24 de fevereiro, já impacta economicamente o mundo inteiro. Na Europa Ocidental, por exemplo, países temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Os russos já sitiaram 26 cidades, incluindo a capital Kiev, coração do governo ucraniano. Na noite dessa quinta-feira (3/3), a maior usina nuclear da Europa acabou incendiada após um bombardeio.
O local das reuniões de negociação, a fronteira de Belarus, país acusado de participar da guerra facilitando a invasão, foi alvo de críticas.
Para os negociadores, o presidente russo, Vladimir Putin, subestimou a resistência do mandatário ucraniano, Volodymyr Zelensky. “Enfrentaram uma resistência maior do que imaginavam. Eles achavam que a gente não iria resistir nem por três dias”, ponderaram.
Para se chegar um acordo de paz, mesmo que temporário, os representantes ucranianos pediram a intervenção internacional nas negociações.
“Todas as regiões estão precisando de cessar-fogo. Precisamos de intermediários internacionais. Não confiamos neles. Não confiamos nos russos”, salientaram.
Corredor de fuga
Nessa quinta, Rússia e Ucrânia concordaram em criar “corredores verdes”, que são rotas de fuga onde as tropas não bombardeiam. Esse é um tipo de ajuda humanitária.
Segundo os negociadores ucranianos, a logística para a fuga, distribuição de alimentos e remédios ainda estão sendo organizadas.
“Grupo de trabalho para criar a logística. Estamos discutido como tecnicamente vamos tirar as pessoas e fornecer alimentos. Como vamos fazer Mariupol, evacuar 200 mil pessoas. É um problema gigante”, explicaram.
Apesar do avanço tímido, os representantes ucranianos defendem um cessar-fogo imediato. “Queremos evitar mais mortes”, concluíram.

Antes das declarações, o Putin pediu aos países vizinhos que não apliquem sanções econômicas à Rússia. Segundo suas próprias palavras, o mandatário diz que não possui “má intenção” em relação a outras nações. O discurso foi transmitido pela TV estatal da Rússia.
“Não há má intenção em relação a nossos vizinhos. E eu os aconselho a não piorar a situação, não adotar nenhuma restrição. Nós cumprimos todas nossas obrigações e continuaremos a cumpri-las”, ressaltou.
Putin afirmou, ainda, que suas ações são apenas uma reação a atitudes “não amigáveis” de outras nações: “Nós não vemos nenhuma necessidade em piorar nossa relação. Todas nossas ações, se elas surgem, são exclusivamente em resposta a alguma ação não amigável, ações contra a Federação Russa”.
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