Sindicato sai em defesa de professora punida por crítica a Bolsonaro

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O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino do Mato Grosso (Sintae-MT) se pronunciou, nessa quinta-feira (2/9), em repúdio à tentativa de intimidação da professora afastada do trabalho por criticar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

No dia seguinte ao afastamento da docente, um helicóptero da Polícia Militar do Estado sobrevoou a escola carregando uma bandeira do Brasil. O caso está sob investigação da 11ª Vara Especializada de Justiça Militar.

Em nota conjunta com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, as entidades classificaram o episódio como “perseguição, tentativa de ameaça e intimidação”. Na avaliação dos representantes, a docente foi “injustamente suspensa pela escola”. Ela leciona no Colégio Notre Dame, em Cuiabá (MT).

“Os rasantes [do helicóptero] provocaram susto e pânico nos estudantes que estavam na escola. Ainda mais estarrecedora foi a informação dada pela Secretaria de Segurança Pública de que o sobrevoo com a bandeira do Brasil sobre o Colégio Notre Dame ocorreu a pedido da direção da própria escola”, criticam as entidades.

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Em resposta aos ataques à professora, sindicato e confederação pretendem acionar a educação de ensino judicialmente por terem exposto a professora.

Entenda

Os comentários da professora foram gravados em áudio e compartilhados em grupos de mensagens. A atitude da docente causou revolta nos pais de alguns estudantes da escola. Ela leciona para o 3º ano, ou seja, ensina crianças na faixa etária entre 7 e 9 anos. Segundo o G1, durante a aula, a professora disse que Bolsonaro tem apoiado crimes ambientais e não tem colaborado para a evolução do Brasil.

“Ele é a favor do desmatamento. Ele é a favor que os garimpeiros façam destruição dentro das terras indígenas. Além da destruição da natureza, está prejudicando o povo indígena. Os garimpeiros e o presidente da República são a favor disso. Temos que começar a pensar o que queremos para o nosso Brasil”, assinalou.

A educadora também criticou a volta do voto impresso — proposta defendida pelo presidente, mas derrotada e arquivada na Câmara dos Deputados, no dia 10 de agosto.

“Votamos com a urna eletrônica, então não tem como você ‘roubar’. Tem como ‘roubar’ se for no papelzinho, e ele [presidente Jair Bolsonaro] quer que volte a votação pelo papelzinho, que é para facilitar para ele fazer o que quiser”, declarou ela.

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A profissional também afirmou que os apoiadores do presidente são pessoas corruptas e que foram atraídas por ele devido aos discursos feitos desde as eleições.

“Ele tem as pessoas que o acompanham, igual a torcedor de futebol que torce pelo time. Ele tem a torcida dele, mas, se formos avaliar esses seguidores, são pessoas corruptas também, que fazem coisas fora da lei. São pessoas atraídas por ele, por causa do pensamento dele, pelas coisas que ele fala e faz, sempre contra a prosperidade do país”, disse.

O Colégio Notre Dame de Lourdes relatou, em nota, que os comentários de caráter político-partidário feitos pela professora infringem o artigo do Código de Ética assinado pelos funcionários da instituição e, por esse motivo, a profissional foi suspensa. “A direção do Notre Dame de Lourdes reafirma que não apoia tal conduta e que a opinião expressada não reflete a posição da instituição”, ressalta.

 



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