Soldado sacrifica a própria vida para impedir avanço de tropas russas
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Um jovem ucraniano vem sendo chamado de “herói” em meio ao conflito entre a Rússia e a Ucrânia. O fuzileiro Vitaliy Skakun Volodymyrovych sacrificou a própria vida para impedir o avanço de tropas russas que invadiam o país do Leste Europeu.
O relato foi feito em uma publicação nas redes sociais do Estado-Maior General das Forças Armadas ucranianas.
O episódio aconteceu no momento em que tanques russos se aproximavam da ponte de Henichesk, na região de Kherson, que fica a cerca de 500 km de Kiev. Sem conseguiur abandonar a ponte a tempo, ele acabou se posionando à frente dos veículos para conseguir explodir as tropas.
Heroic deed of 🇺🇦 sailor Vitaliy Skakun, slowed down the advance of🇷🇺 occupiers on the Crimean Isthmus. He blew up Henichny Road Bridge at the cost of his own life, thus stopping movement of 🇷🇺 tank column. Eternal memory! #StopRussianAggression#StandWithUkraine pic.twitter.com/vuvNvwakZF
— Emine Dzheppar (@EmineDzheppar) February 25, 2022
“Segundo os seus companheiros de armas, Vitaly comunicou que ia explodir a ponte. Em seguida, ouvimos uma explosão.”
As forças ucranianas dizem que a atitude do fuzileiro ajudou a “atrasar o avanço do inimigo”, permitindo ainda que os militares ucranianos que o acompanhavam se reagrupassem em segurança.
Vitaliy Skakun Volodymyrovych deve ser condecorado com um título póstumo. A secretária de Estado ucraniana Emine Dzheppar falou num “feito heróico”, que ficará na “memória eterna”.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que desencadeou conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível grande guerraAnastasia Vlasova/Getty Images
***foto-estatua-lenin-união-soviética-russiaA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito Agustavop/ Getty Images
***desenho-mapa-russia-eurasia-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***foto-bandeira-ucrania-em-monumentoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-discursa-bandeira-chinaO presidente russo, Vladimir PutinAndre Borges/Esp. Metrópoles
***kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-a-noiteUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***foto-bandeira-russia-ceu-brilhandoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiroKutay Tanir/Getty Images
***céu-aviões-militares-nevoa-rastroPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-de-frente-falaApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***foto-kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-pessoasAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***foto-azulado-praça-vermelha-neve-soldado-kremlin-governo-russo-moscouDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Conflito entre Rússia e Ucrânia
A Rússia e a Ucrânia vivem um embate por causa da possível adesão ucraniana à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), aliança militar liderada pelos Estados Unidos. Na prática, Moscou vê essa possível adesão como uma ameaça à sua segurança.
Com autorização do presidente Vladimir Putin, tropas russas iniciaram, na madrugada de quinta-feira (24/2), uma ampla operação militar para invadir a Ucrânia. Em pronunciamento, ele fez ameaças e disse que quem tentar interferir no conflito sofrerá consequências nunca vistas na história.
Já são três dias de luta armada. Ao menos 198 pessoas morreram e mais de mil estão feridas. O governo ucraniano afirma que 100 mil soldados russos estão no país.

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