Suíça deve abandonar neutralidade histórica e impor sanções à Rússia
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Em uma medida extraordinária, a Suíça deverá impor, nesta segunda-feira (27/2), sanções à Rússia, que trava há quatro dias uma guerra contra a Ucrânia.
A medida é considerada excepcional pois a Suíça tem uma tradição política de neutralidade, não tomando partido mesmo em meio a conflitos sangrentos. Assim aconteceu, por exemplo, na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial, o que faz da Suíça um importante “porto seguro” para se guardar dinheiro.
Questionado se o país seguirá a União Europeia (UE) no congelamento de ativos russos, o presidente da Suíça, Ignazio Cassis, disse ser “muito provável” que isso aconteça.
Segundo o mandatário, o governo deve decidir nesta segunda-feira (28/2), “mas não posso antecipar ainda as decisões que serão tomadas”.
A relação conturbada entre Rússia e Ucrânia, que pode desencadear um conflito armado, tem deixado o mundo em alerta para uma possível guerraWolfgang Schwan/Anadolu Agency via Getty Images
***foto-estatua-lenin-união-soviética-russiaA confusão, no entanto, não vem de hoje. Além da disputa por influência econômica e geopolítica, contexto histórico que se relaciona ao século 19 pode explicar o conflito Agustavop/ Getty Images
***desenho-mapa-russia-eurasia-conflitoA localização estratégica da Ucrânia, entre a Rússia e a parte oriental da Europa, tem servido como uma zona de segurança para a antiga URSS por anos. Por isso, os russos consideram fundamental manter influência sobre o país vizinho e evitar avanços de possíveis adversários nesse localPawel.gaul/ Getty Images
***foto-bandeira-ucrania-em-monumentoIsso porque o grande território ucraniano impede que investidas militares sejam bem-sucedidas contra a capital russa. Uma Ucrânia aliada à Rússia deixa possíveis inimigos vindos da Europa a mais de 1,5 mil km de Moscou. Uma Ucrânia adversária, contudo, diminui a distância para pouco mais de 600 kmGetty Images
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-discursa-bandeira-chinaO presidente russo, Vladimir PutinAndre Borges/Esp. Metrópoles
***kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-a-noiteUma das exigências de Putin, portanto, é que o Ocidente garanta que a Ucrânia não se junte à organização liderada pelos Estados Unidos. Para os russos, a presença e o apoio da Otan aos ucranianos constituem ameaças à segurança do paísPoca/Getty Images
***foto-bandeira-russia-ceu-brilhandoA Rússia iniciou um treinamento militar junto à aliada Belarus, que faz fronteira com a Ucrânia, e invadiu o território ucraniano em 24 de fevereiroKutay Tanir/Getty Images
***céu-aviões-militares-nevoa-rastroPor outro lado, a Otan, composta por 30 países, reforçou a presença no Leste Europeu e colocou instalações militares em alerta OTAN/Divulgação
***foto-presidente-russo-vladimir-putin-de-frente-falaApesar de ter ganhado os holofotes nas últimas semanas, o novo capítulo do impasse entre as duas nações foi reiniciado no fim de 2021, quando Putin posicionou 100 mil militares na fronteira com a Ucrânia. Os dois países, que no passado fizeram parte da União Soviética, têm velha disputa por territórioAFP
***foto-kremlin-governo-russo-praça-vermelha-moscou-russia-pessoasAlém disso, para o governo ucraniano, o conflito é uma espécie de continuação da invasão russa à península da Crimeia, que ocorreu em 2014 e causou mais de 10 mil mortes. Na época, Moscou aproveitou uma crise política no país vizinho e a forte presença de russos na região para incorporá-la a seu territórioElena Aleksandrovna Ermakova/ Getty Images
***foto-azulado-praça-vermelha-neve-soldado-kremlin-governo-russo-moscouDesde então, os ucranianos acusam os russos de usar táticas de guerra híbrida para desestabilizar constantemente o país e financiar grupos separatistas que atentam contra a soberania do EstadoWill & Deni McIntyre/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoSegundo especialistas, o conflito teria potencial para impactar economicamente o mundo inteiro. Os países da Europa Ocidental, por exemplo, temem a interrupção do fornecimento de gás natural, que é fundamental para vários delesVostok/ Getty Images
***russia-ucrania-conflitoEmbora o Brasil não tenha laços econômicos tão relevantes com as duas nações, pode ser afetado pela provável disparada no preço do petróleo Vinícius Schmidt/Metrópoles
***foto-soldados-amercianos-na-Europa-OrientalEm meio à troca de acusações, os Estados Unidos dizem que há uma ameaça “iminente” de Moscou a Kiev e enviaram mais de 8 mil soldados para a Europa OrientalGetty Images
***foto-presidente-Putin-da-Rússia-2022Putin reconheceu oficialmente a independência de duas regiões da Ucrânia controladas por separatistas pró-Rússia. Poucas horas depois, anunciou o envio de soldados para Donetsk e Luhansk, com a suposta missão de pacificar a áreaAlexei NikolskyTASS via Getty Images)
***foto-tanques-exercicio-militar-conflito-Rússia-e-Ucrânia-2022Como resposta, a União Europeia e os Estados Unidos proibiram transações econômicas com bancos e entidades que financiam o aparato militar da Rússia. As medidas atingem políticos russos, bancos, o setor de defesa e de mercados de capitaisGetty Images
***foto-população-ucraniana-protesta-contra-a-guerra-russiaO Ministério das Relações Exteriores russo informou que evacuou os últimos diplomatas em serviço no país vizinho. Para a chancelaria de Putin, os diplomatas russos correm risco de sofrer violência Getty Images
***foto-treinamento-militar-civis-kiev-soldado-com-armas-ucraniaSob risco de invasão, o ministro ucraniano das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, pediu mais armas aos países do Ocidente. Ele defendeu que essa seria uma forma de resistir contra a RússiaGetty Images
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Os russos detinham quase US$ 11,24 bilhões (o equivalente a R$ 58,02 bilhões) na Suíça em 2020, de acordo com dados do Banco Nacional do país. A Suíça também é um importante centro comercial de commodities russas.
Com informações da Agência Reuters.
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