Publicidade

Vitor, Melquíades e Gelásio: quem foram os únicos papas africanos da Igreja

[ad_1]

  • Edison Veiga
  • De Bled (Eslovênia) para a BBC News Brasil

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Apesar da longa tradição de papas europeus, três importantes bispos de Roma vieram do norte da África: Vitor, Melquíades e Gelásio (acima)

Apesar da longa tradição de papas europeus, o trono de Roma já foi ocupado por religiosos de origem africana. Três vezes apenas — e todas até o século 5°. Em comum, Vitor, Melquíades e Gelásio tinham a origem no norte da África, em localidades que integraram o império romano. E os três acabaram depois sendo considerados santos.

Vale ressaltar que, nos primeiros séculos da chamada era cristã, o próprio papel do bispo de Roma como papa era algo questionável. E esses três religiosos tiveram sua dose de influência para que o cargo se tornasse reconhecido como acima dos demais bispos católicos: o primeiro oficializou o latim, língua de Roma; o segundo viveu o processo de legalização do cristianismo pelo império; o terceiro afirmou a primazia do bispado romano sobre os demais.

Pesquisadora de história do catolicismo na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, a vaticanista Mirticeli Medeiros lembra que, ao se referir a essa época, tecnicamente não se fala em “papado”, mas sim em “bispos de Roma”. “O título de papa era dado, inclusive, a bispos de outras igrejas”, comenta ela.

Contudo, quando a igreja sediada em Roma assumiu o papel de Santa Sé, sede universal do catolicismo, todos aqueles que haviam ocupado o cargo historicamente foram reconhecidos como papas na linha cronológica da história da Igreja.

[ad_2]

Fonte Notícia