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Crise leva três gerações da mesma família para as ruas de São Paulo

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  • Leandro Machado
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Legenda da foto,

Segundo a prefeitura, 3% da população de rua de São Paulo são pessoas de 0 a 17 anos de idade

O céu paulistano anunciava um temporal enquanto Caroline Silveira, 24, passava entre os carros parados em um farol da avenida Cruzeiro do Sul, em Santana, zona norte da cidade para “manguear”. Na barraca na calçada, entre trovões e buzinas, dormia uma de suas duas filhas, uma menina de um ano e nove meses.

Caroline explica que “manguear” é pedir dinheiro, emprego, comida, leite, fraudas, brinquedos, roupas, ou qualquer auxílio que possa amenizar um pouco a dureza que é viver nas ruas de São Paulo. Como ela, ali na frente da Rodoviária do Tietê, a maior da América Latina, dezenas de pessoas – incluindo bebês – sobrevivem principalmente do verbo manguear.

No caso da família de Caroline, são três gerações de mulheres sob a mesma barraca embaixo do viaduto por onde passa o metrô: ela, suas duas filhas pequenas, e sua mãe, Sulamita Baptista, 42, grávida de oito meses. “Para não fazer uma coisa errada, tirar dos outros, a gente prefere manguear”, diz, quando o farol ficou verde.

As quatro mulheres foram para a rua há pouco mais de um ano, depois que Caroline e a mãe perderam seus empregos – os pais das crianças também estão parados, e dependem de bicos esporádicos. Sem dinheiro para o aluguel, a família foi despejada da casa onde vivia. Em Santana, a locação de um apartamento em um conjunto habitacional fica próximo de R$ 1 mil.

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Fonte Notícia