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‘Se você denuncia machismo e racismo, é tratada como louca’, diz Timnit Gebru

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  • Letícia Mori
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Gebru é pesquisadora na área de inteligência artificial

Referência mundial no estudo de ética e inteligência artificial, a cientista da computação Timnit Gebru não foge de falar sobre o recente episódio em que bateu de frente com um gigante da tecnologia. Ela foi demitida do Google no ano passado após enviar um e-mail interno falando acusando a empresa de “silenciar vozes marginalizadas”.

“Fui demitida por ser uma mulher negra que não se cala”, diz Gebru, que vai participar de um evento no Brasil pela primeira vez na semana que vem – ela é uma das convidadas do Programaria Summit 2021, encontro para fomentar a carreira de mulheres na área de tecnologia.

Sua demissão no ano passado gerou um escândalo global. Centenas de funcionários da empresa assinaram uma carta em defesa à pesquisadora e uma campanha online começou para apoiá-la. O Google disse que houve “muita especulação e mal-entendido” sobre a demissão.

Gebru estuda como a inteligência artificial reproduz preconceitos. Ela analisa a forma como sistemas de reconhecimento facial que não reconhecem rostos negros, por exemplo, porque são calibrados para os rostos de brancos, e outros viés de algoritmos.

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